segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Descanso à meia luz

Quer saber.. Tirando todo o trovadorismo, toda essa boiolagem de poeminhas, eu tô mesmo com saudadinha da inutilidade que promovia a mim mesma. Porque ser fiscal da natureza é bem bacana quando se trabalha bastante e se tem miopia (desenvolvida pelo trabalho).

Tenho fugido de brilhos! brilho do visor do meu celular: 40% , meu (por poucos dias) computador pré-histórico: 52. Até as planilhas que faço no trabalho são com as cores mais foscas possíveis. Brilho labial? Tô fora! Já gostava de um escurinho, TV com luz apagada, ler livro à meia luz (fala sério, sou sexy lendo!!). Se eu pudesse, eu andaria de óculos escuros a noite, mas acho que não seria uma boa ideia.

Também acho que seria bem legal ficar em casa por uns dias ouvindo o som do silêncio, que para mim é o barulho do ar condicionado. Escrevendo coisas que jamais vou publicar, inventando histórias que só eu posso ouvir, desenhando formas que só eu seria capaz de entender, e tirando algumas fotos que só vão se amontoar.

O nada é relaxante, pode até ser tedioso, mas é desestressante. E eu tenho talento pra me desestressar, porque afinal, eu me estresso com muita facilidade, e consequentemente, em algum momento eu volto ao meu normal, sem perceber (embora ache às vezes que o meu normal é ser estouradinha mesmo).

Já sei, tive uma ideia fabulosa! Vou pedir minhas férias! Quem sabe até 2013 eu não consigo tirá-las? hehe

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

São taaaantas emoções


Esse é um daqueles momentos onde eu paro pra tentar organizar todos os meus pensamentos absurdos, sem muito sucesso, eles continuam sendo absurdos, continuam sendo muitos, e eu continuo confusa.

Hoje meu maior desejo é pousar os pés na areia úmida de uma praia, linda e deserta. Eu, e só eu. Ainda que eu não abrisse a boca nem para bocejar, que só piscasse quando meus olhos ardessem, que meus cabelos, rebeldes, voassem intransigentes.. Eu só queria a paz de estar com Deus, sabendo que Ele está cuidando dos meus passos, acalmando meu coração desesperado, confuso, sofrido.

Hoje muito mais que qualquer dia, eu queria esquecer de tudo, deitar, fechar os olhos e enxergar as possibilidades. Só por hoje, queria não querer nada, ter a mente limpa e principalmente os olhos. Ouvir o som do silêncio, porque em alguns momentos o que eu mais desejo é o sossego, é o desapego, é o andar sem rumo, é a medida sem prumo..

Eu não quero a perfeição, tudo o que é perfeito cansa, e a imperfeição se reinventa, como as ondas, que quebram em minha cabeça, mas nem por isso deixam de ser lindas, deixam de me lavar a alma..

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Inveja, lucidez e facebook


A inveja alheia nunca me afetou. Embora eu soubesse de sua existência, nunca deixei de fazer, ou dizer publicamente o que sentia, ou o que queria.

A verdade é que eu gostava de ser transparente (sem piadinhas com a minha cor translúcida), gostava de mostrar, demonstrar e provar o que sentia, sem medo do que as pessoas iriam dizer, pensar, e muito menos fazer a respeito. Às vezes até sem notar se era ou não recíproco.

Independente de qualquer coisa, mal ou mágoa, amadurecemos, eu amadureci. Percebi que esse modo tão aberto de viver e mostrar as vivências não é muito aceitável, nem lúcido. A inveja tem sim, facebook, a vingança pode até ser um prato que se come frio, mas é preparado às pressas, e a reciprocidade, em alguns casos é fundamental.

sábado, 19 de novembro de 2011

mimimi


Com toda essa realidade bastarda. Tantas cobranças, tantos problemas, tantas injustiças sociais, tanta indiferença... E tantas outras coisas. Eu começo a me apegar no irreal, àquilo que invento para crer que talvez o mundo ainda tenha solução, que as pessoas talvez percebam que o rumo que estão tomando não é o certo, não é aquele que leva à uma evolução, espiritual, pessoal, profissional...

Não sei, quem sabe elas percebam que família não é uma instituição falida, que amizades são cultivadas com afeto e sinceridade, mais que apenas camaradagem na hora daquela gelada. Que o amor é muito mais que uma palavra clichêrizada, tema de stund up. Quem sabe percebam que "eu te amo" não é um passaporte, e sim a representação falada de um sentimento complexo, e exige muito mais que noites quentes e vestidos justos.
Me apego a uma realidade que não condiz com a minha vida, mas encontro nos contos que declamo para mim, a fé de que preciso, a força que necessito. É como se o pó de pirlipimpim que paira na minha imaginação pudesse tampar o buraco que aumenta todos os dias dentro do meu peito.

Talvez assim eu consiga enchergar que a luta traz consigo a vitória, e toda derrota traz como "prêmio de consolação" o aprendizado.
Sinceramente, penso que um pouco mais de compreensão e carinho já bastariam para uma possível mudança de postura populacional. O fruto do individualismo, é a solidão.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Meu lugar



Eu ir embora?
Por que eu faria isso? Se aqui é onde eu consegui encontrar o sentido para a rotação dos meus sentimentos, se é aqui onde eu me sinto livre, e onde meu lado sonhadora se manifesta. Aqui é o meu lugar. Habito em você.

Mas se me mandar embora, eu vou, sem olhar para trás. Então, pense muito bem antes de me dar a oportunidade de dar um passo em falso.

De ontem em diante...




De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
(...)
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
(...)
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
(...)
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem

Memória




Naquele dia quando estávamos juntos na nossa viagem e eu sentia frio,
pensava, desejava, com muita força que aquele momento jamais acabasse,
que fosse de fato para sempre como sempre dizíamos um ao outro, ainda
que tivéssemos medo da intensidade dessa palavra, não por gostar de
sentir frio, mas por perceber que havia muita física entre nós. rs
Que sempre que eu me sentisse fraca você estaria comigo, que me
abraçaria e passaria a mim a sua força. E eu ria feito boba por
perceber mais um dos seus muitos poderes sobre mim que agora era o de
me aquecer e de prover cada vez mais sonhos.


Hoje eu me lembro do seu cheiro, do meu reflexo nos seus olhos e de
estar reclamando disso, queria ver as cores difusas sem nenhuma
interferência, sem nenhum e.t. descabelado e lembro de eles serem
apertados quando você ri, e lembro das suas mãos no meu pescoço
enquanto me beijava, me fazendo pensar que queria me matar. rs
Lembro de você me fazer rir sem parar, de me tirar o sono e fazer
existir em mim ansiedade de viver ao mesmo tempo que me ensinava a ter
calma.


Eu posso dizer muitas coisas das quais eu lembro e até sobre algumas que percebi depois. Eu estava vivendo pra você e nem reparei, sem notar contava as horas pra te encontrar, falar com você, desabafar, me confortar rir até minha barriga doer e fazer o mesmo contigo. Eu tinha um amigo!


Vou comprar um baú daqueles mágicos que não tem fim, guardar
tudo o que intensamente EU vivi ao seu lado, até hoje. Exceto o que eu aprendi,
isso aí eu vou levar comigo, de repente o anel que eu só achei bonito
e comprei ganhou significado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CFA



" Mas acontece tipo assim: lembro do seu rosto, do seu abraço, do seu cheiro, do seu olhar, do seu beijo e começo a sorrir, é assim mesmo, automático, como se tivesse uma parte do meu cérebro que me fizesse por um instante a pessoa mais feliz do mundo, mas que só você, de algum modo, fosse capaz de ativar. Eu sei, é lindo. Mas logo em seguida, quando penso em quão longe você está sinto-me despedaçar por inteira. Sabe a sensação de arrancar um doce de uma criança? Pois é, sou essa criança. E dói. Uma dor cujo único remédio é a sua presença. Então sigo assim, penso em você, sorrio, sofro e rezo, peço pra Deus cuidar da gente, amenizar essa dor e trazer logo a minha cura. "  Caio F. Abreu

domingo, 13 de novembro de 2011

2011


Fim de ano taí, e eu chego a uma conclusão que parece ter virado oração de reveillon: Estou ficando velha.
É só olhar para os meus pés, antes sem calos, maciiios.. Hoje com histórias de por onde andei. Em meu rosto já habitam as marcas de expressões das emoções vividas, das que quis viver e me causaram frustração. Minhas mãos, que já não tocam como antes, hoje, muito mais cautelosas, ou medrosas.. É como se eu soubesse de tudo que pode dar errado, mas na verdade só tenho receio.
Este ano, eu vivi coisas que ... eu realmente não imaginava que viveria. Cumpri planos feitos ano passado, 2 dos pedidos que fiz nas 7 ondinhas não se realizaram, pedi saúde, e estou desenvolvendo miopia. Bacana né?! Teve mais um que não se concretizou, ou vai ver, ele até se cumpriu, eu que não percebi. Os outros 5 eu não lembro.
Eu prometi que diminuiria as empadas de chocolate e, milagrosamente, não comi mais nenhuma desde janeiro. HAHAHA SOU INCRÍVEL. Mas é só porque não tem nenhuma casa da empada no raio envolto entre casa-trabalho.
Posso dizer que estou com medinho do próximo ano, parece que estou ficando mais frágil ao passar dos tempos, e o que eu tenho pela frente vai exigir força de mim. Lógico que eu não desisto, eu sei ser persistente, às vezes até demais.

O que eu sei, é que 2012 vai ser bem diferente de todos os outros.. Como tem sido desde 2009. A cada ano uma lição de vida. Acho que deste ano eu vou levar as pessoas, e a importância que cada uma delas tem pra mim. As lutas que viveram, suas preocupações comigo, e o que mudaram em mim. Mesmo que eu não diga nada, mesmo que eu seja assim, calada, sem saber me expressar com falas e olhares.
Fiz laços que não quero que se desmanchem com o tempo, tomei decisões que mudaram a minha vida, de novo. Acho que estou aprendendo a ouvir mais, e finalmente começando a me importar mais comigo. Percebi que sei controlar minha vontade de comer chocolate, e que pressinto quando vai me dar febre (pode ser útil). Vou levar também mais papéis que nunca, comprei muito mais livros que ano passado, e a meta pra 2012 é ainda maior (Deus, me dê tempo)!

Ainda tenho muito a aprender, e a pôr em prática, porque tem coisas que a gente sabe, mas não sabe como pôr em prática. Quanto a envelhecer, hoje em dia há tantos cremes anti-rugas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Leoni s2


Gente, Leoni me ama muito! escreveu essa música pra mim.
É, eu sei que não é lá uma declaração de amor e tals, mas eu estava habitando no pensamento dele no momento em que escreveu isto. hahahahahaha


Da janela, a noite cai no asfalto
os carros pintam de vermelho e branco
a cidade que ela vê do alto
e dentro do peito o coração aos saltos
sai do banho e põe o som mais alto
canta e dança, a noite é uma criança
serve um drink antes da balada
misturando o medo com a esperança
E se nada acontecer a culpa é dela com certeza
Por que atrás da porta certa, é certo se esconde a noite perfeita
a noite perfeita,a noite perfeita,a noite perfeita

Mais um drink só pra entrar no clima
pra manter no rosto algum sorriso
ela busca alguém que viu num sonho
mas ela pressente que ele não existe
quando o que era pra ser divertido
pouco a pouco ficou muito escuro
toda a luz virou borrão no vidro 
falta muito pouco pra tocar no fundo

(...)

Mais um drink pra esquecer de tudo
pra não ver o sol pela janela
Só queria ter alguém ao lado
Pra dizer baixinho o nome dela

E como nada aconteceu
a culpa é dela com certeza
por que atrás da porta certa, pra sempre se esconde
pra todo sempre se esconde a noite perfeita
a noite perfeita,a noite perfeita,a noite perfeita



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Valores

Eu nunca fui do tipo que colecionava "figurinhas".
Sempre achei bobagem ter o celular com muitos contatos (tem gente que os amontoa e não liga pra nenhum deles), até andei limpando alguns nomes da minha agenda essa semana. Ter muitos pretendentes comigo não dá certo, nunca deu. Não sei administrar, sempre dou total atenção ao único que me interessa (com direito a nome no caderno envolto de coraçõeszinhos. ok, isso era quando eu tinha 13 anos).
Experimentar coisas novas nem sempre me encheu os olhos, como até hoje não enche. Sou mais de descobrir algo que me motive, e repeti-lo se for preciso até renovar o modo, mas nunca deixá-lo de lado. É, sou meio quadrada.

Posso não colecionar figurinhas, mas meu quarto é tão cheio de papéis que o dono da Flax ficaria com inveja de mim. Guardo todos os textos meus, cartas que ganhei, fotos, agendas, fora os livros de romance e os didáticos que desputam entre si, qual é o maior. Mas aqui é diferente, não são informações avulsas, primeiro que eu sempre reciclo leitura relendo um livro ou outro, e os meus textos são a minha vida, toda posta em palavras, e a minoria eu posto aqui. Tem coisas que escrevo no ônibus indo pro trabalho (acho que é o momento mais limpo de informação durante toda a minha jornada frenética diária).

Falando sobre tudo que eu não coleciono, o mais siniiiiistro é o amor, não amei muitos, mas amei muito, amo ainda e isso é difícil. Amor é difícil, parece fácil, mas tenta amar pra ver. É siniiiiistro. Não sei pausar sentimento, e muito menos dar ordens a ele. Coração faz o que quer, e faz da nossa vida um caderno de vestibular, você tem pouco tempo pra responder todas as perguntas e deve errar o mínimo possível.

Ps, nada com nada meu início e o final né.. hahaha

Silêncio


 Ela se permitiu calar, porque falar, gritar, até chorar, já não resolve mais nada.
No fundo sabe viver bem com essa angústia que tem fincada no peito. Às vezes até faz piada, quando convém.
Podem até dizer que é orgulho, ou medo, tanto faz. Ela se entende, ou tenta. E logo, logo, essa fase vai passar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fácil



Já me disseram que a vida insiste em ser difícil.
Mas eu percebi que isso é uma verdade torcida, quem dificulta somos nós.

Optei por uma visão mais simples, mais sincera, que traga mais felicidade.

Vou abrir meus poros para o vento, respirar bem fundo, tirar fotos das nuvens, fazer as malas mais vezes, e sorrir, sorrir, sorrir muito.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Platônico verdadeiro



Eu corri tanto pra te encontrar, e temi tanto que não conseguisse. Eu me encolhia, eu me martirizava, e me culpava por não ser boa o suficiente para chamar sua atenção. Quando você passava eu abria o meu mais lindo sorriso, tentava ser sexy, tentava ser atraente, já pensei em cair bem em cima de você, assim quase sem querer, só pra você se ligar na minha existência.

Não precisei. E me encantei quando descobri que você fazia o mesmo.
Éramos desligados dessa realidade, vivíamos num planeta onde éramos nossos maiores amores platônicos, sem notar que éramos correspondidos.

Quando nossos olhares se cruzaram não tivemos dúvidas. Tínhamos mesmo muito mais amor para dar um ao outro, do que o que podíamos imaginar. E desde então tem sido assim, eu te amando, você me amando.. Com todo o gerúndio, e toda sua licença poética.

Linhas do coração



Me deu vontade de escrever.
Me deu uma ânsia de textualizar a minha esperança. Eu nem sabia que podia guardar em mim tanta luz, não fazia ideia do quanto ainda tínhamos para aprender, para ensinar, viver.

Escrevendo me deu vontade de sair correndo, ir de encontro a você, me jogar, esquecer. Textualizando toda a minha vontade de ser tua, todo o meu desejo de ter você, eu percebi o que sempre foi explícito. A minha única certeza, o meu maior anseio, nosso amor, e a alegria que você me traz.

sábado, 8 de outubro de 2011

Nunca desista de sonhar!


O caminho é escolhido. E nas esquinas que têm para dobrar, aparecem aqueles que só vêm para atormentar. Não é que seja totalmente impossível, mas só vai chegar onde quer, se for forte, se souber desviar, se tiver a capacidade de reinventar seus caminhos, sem se afastar do seu destino.

Tudo na vida são sonhos, os seus, os meus, os nossos. E tudo é para realizá-los. Alguns sonham "pequeno", mesmo sabendo que sonho é algo absolutamente relativo, o que é imenso para mim, pode ser insignificante para ti, e vice-versa. Aprendemos a não subjugar e muito menos a subestimar metas, é uma questão particular. Os maiores sonhos são dados como aqueles que englobam mudança mundial, mas grande mesmo é projetar caminhos e percorre-los até a linha de chegada, sem derrubar ninguém, sem trapacear.

A vitória não rima com glória por acaso, mas a sua interpretação "lírica" só tem validade se a vitória tiver sido conquistada, e não roubada, daí sim, toda glória ao grande vencedor. E quando se realiza um sonho, depois aparece outro, e depois do outro, há mais um. O sentido da vida são os sonhos, na verdade o amor, que dá a todos o poder de sonhar.

A alegria de viver está na capacidade de imaginar uma vida melhor, seja para si, para uma comunidade, ou até para a humanidade. O sucesso é alcançado quando esse sonho, deixa de ser idealizado e passa a ser verdade. As causas das frustrações quase sempre estão relacionadas ao insucesso de um objetivo. É aí que entra a sua capacidade de reinventar caminhos. O importante é nunca desistir de seguir.

Sempre em frente, jamais retroceder, se olhar para trás, que seja para glorificar o quanto andou.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Minha!


Minha felicidade você não tira.

Ela vem da terra, de onde eu vi, e para onde um dia voltarei.
Sou mais do que penso, do que sinto, e possuo muito mais força que meu corpo mostra, pois ela vem de dentro, e aqui você não toca.
Pode parecer que é rancor, mas na verdade é só mais um modo que me propus a enxergar os muros que me cercam, e que estão baixando, desaparecendo.

Poder que não se mede, não se ensina e nem se aprende, pode ser chamado de amor. Amor próprio.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Não tenho saudade de você, tenho saudade de quem você era.

Eu me lembro com muita perfeição de quando combinávamos um horário pra nos vermos e você sempre se adiantava, e nunca, jamais desistia de me ver porque eu havia me atrasado mais uma vez, às vezes ainda trazia uns brindes. Tenho saudade de quando me presenteava, e dos seus presentes, o que eu mais gosto é de saber que estava pensando em mim. Sinto falta de quando você me mostrava que a melhor parte do seu dia era quando me encontrava, e gostava bastante de quando você compartilhava as suas alegrias comigo, sem que eu perguntasse sobre elas.
Era bom quando você gostava de exibir sua felicidade pros seus amigos, que era eu, era melhor ainda quando planejava as nossas estripulisses, quando se esforçava pra isso.

Me lembro perfeitamente de uma das suas viagens, do seu retorno, não queria nem desfazer as malas, só queria me encontrar, eu te achei lindo, sua barba estava perfeita (por causa da saudade, bom, até que estava legal mesmo) e mais perfeito que isso foi o abraço que você me deu, não disse nada, só me abraçou e me rodou. Eu queria que o mundo tivesse parado de girar pra sempre naquele momento.

Sinto falta da época dos mimos, não pelos mimos, mas pela importância que dávamos um ao outro, sofro pesarosamente por saber que estes tempos, bons tempos, não vão voltar e meus olhos viram mar (quase literalmente) só de trazer à consciência esse fato que já se consumou. É difícil viver de lembranças, ou de esperanças vãs, de certezas flutuantes.

O que eu queria é tão pouco, que às vezes chego a me condenar por querer tanto.

domingo, 18 de setembro de 2011

Condição

Se eu tivesse forças eu aguentaria, se eu soubesse das palavras certas eu descreveria.
Entretanto, todo o meu consciente está alterado, não estou com as noções normais de certo ou errado, confusão se mistura a tudo nesse momento e meu coração está acelerado há algum tempo. Não vejo solução cabível para mais nada, meus olhos marejados me impedem de enxergar a frente. Contudo, o que eu não aceitaria seria um futuro sem a sua presença. Porque, na verdade, eu ganhei o que queria para toda a vida há 5 anos. E mesmo que tudo dê errado, se mais pra frente só restarem mágoas... Eu não vou saber se não tentar, e aceito a condição.

Nessa roda viva de fantasmas, eu tento exorcizá-los, e me afasto te puxando comigo, nem sempre você percebe que eu estou te chamando, queria que soubesse que nunca te mando embora. Eu peço pra se aproximar de maneiras diferentes. Nada aqui tanto faz, mas nada depende de mim. Meu coração eu o dei a ti, e não precisarei dele sem você.

sábado, 3 de setembro de 2011

Por esses dias o que mais tenho desejado é sossego. Deitar-me sob cobertas aquecidas, fitando gotículas que caiam e rumam sem norte nas vidraças.
Ou simplesmente tomar um banho de chuva. Desejo acima de tudo sentir algo, meu coração descompassar, minha pupila delatar, minhas mãos soarem.

Emoções, emoções..

Quero fincar meus pés na terra molhada, sentir-me parte fundamental da natureza que destruo, e me destruo.

sábado, 20 de agosto de 2011

Tempo e amor, mudanças e vida

Não importa quanto tempo passe, parte de mim jamais vai mudar. Por mais que eu sinta medo de acabar me transformando no que eu não sou, em algo que não quero. Por mais velha e ranzinza que eu esteja, parte da minha felicidade, metade dos motivos que tenho para fazer meu coração bater serão para sempre os mesmos, ainda que de maneira diferente.

Se eu escolher mesmo te expulsar dos meus sonhos, fingir mudar de rumo... Quero que você saiba que vou deixar as pistas para que você possa me seguir, e mesmo que pareça estar indo para longe de você, vou na verdade estar esperando o momento certo para ser sua, o instante para me entregar a você, e de te dar o que tenho de mais precioso, meu amor.

domingo, 14 de agosto de 2011

Falando sobre mim


Minhas postagens só têm tratado de poeminhas, normalmente é a minha vida "codificada", sem nomes, sem detalhes. Não sei porque de repente perdi essa coisa de abrir meus causos aos ventos. Mas enfim..


Poderia enumerar as minhas novidades.
Estudo demais, trabalho demais, isso tira meu tempo, no tempo que tenho eu durmo. Descobri que dormir é maravilhoso e agora eu consigo fazer isso. Descobri também que não sirvo para ser dona de casa, pois fui tentar ajudar minha mãe e tudo o que consegui foi um machucado para o meu dedo mindinho, seu arroz integral queimado e o meu (branco) cru e seco. Deveríamos homenagear as pessoas que fazem os serviços domésticos bem feitos, não sou capaz disso.

Temporariamente (temporariamente {sim, duas vezes}) estou num outro local de trabalho, e ele me fez me sentir importantezinha, por umas paradinhas aí. É engraçado, apesar de estar meio tenso, suprir duas pessoas ao mesmo tempo e panz, mas não reclamo (nunca faço isso né?) sempre tento enxergar em tudo um motivo bom, algo proveitoso, sei la uma lição.

O bebê da minha (ex temporariamente, eu acho) chefinha é uma menina *_* a ameixinha! Mentira, é a Maria Sophia, não tenho certeza se será com PH, mas a fonética é essa aí.

Passei no primeiro exame da UERJ, não tão bem quanto gostaria, ansiosa para o segundo primeiro e para a prova específica e mais ainda para o ano letivo.
Comentei com a minha mãe que não me sinto parte integrante do mundo ainda, é como se eu estivesse alienada, longe da realidade, vivendo às margens, preciso alcançar mais alguns obstáculos e ultrapassá-los para então me sentir útil na sociedade (e isso não é um pedido para trabalhar de novo nas eleições!!).
Sobre paixões? Tenho procurado me amar mais.

E Claro, não poderia esquecer da novidade mais bizarramente sinistra. EU VOU AO ROCK IN RIO. Desculpa aê ;)

Paixão

Seus olhos tão comuns são a minha graça.
E quando você fala sério eu estremesso.
Quando segurando minha cintura, diz que me quer, perco as palavras, me perco te olhando, esqueço que preciso respirar, fico disléxica.
Imagino se com você também é assim. Isso o que não entende tomar os seus sentidos.

Quando fecha os olhos, é o meu rosto que se de desenha na sua mente? Enquanto dorme, é comigo que sonhas?

Sorrindo à dor


Com sua nova cor de cabelo exibe-se. É quente, sedutora e sabe disso.
Em cada dedo, um anel representando um amor diferente. Sorri ao máximo, canta até em silêncio.
Ela sabe que a vida não é fácil, nunca lhe foi, pelo contrário, ela sofreu com cada alegria. Mas ao invés de chorar, achou que ganharia mais comemorando a ida sem volta de mais um que não lhe soube cuidar.

Venera o sol mais que sua própria alma. acha lindo ele sempre optar por dar vida aos seres do que se esconder atrás de uma nuvenzinha qualquer, ele luta tanto quanto ela. e quando vem a noitinha, ela se despede, ansiosa pela lua, que é amante proibida do astro que a ilumina.

Ela ama a simplicidade, aprendeu que assim é feliz. e suas unhas, anéis, tinturas, flores e seus gatos são apenas lembretes de que a vida é muito mais do que o que os olhos podem ver.

Deprê ataca novamente


Na verdade definir sentimento é humanamente impossível.
Como vou dizer o que eu sinto? É da boca pra dentro, do coração pra fora, mas não sai, não em palavras.

Mas parte do que eu tenho sentido, posso explicar, eu acho.
É saudade;
Dos tempos em que costumávamos nos agradar, de quando surpreendíamos um ao outro. Escolhíamos tudo a dedo, lugares para ir, doces para dividir, roupas para agradar. Contávamos tudo um ao outro. Dizíamos a nós e ao mundo o tamanho do nosso amor, e agora parece que é crime. Que está errado, que devemos esconder. A ideia que parece certa é de que somos mais felizes separados, e temos que demonstrar força e maturidade quanto a  isso, mas me responda, aonde maturidade se encaixa no amar? Se até mesmo os mais sábios são eternos aprendizes da arte que não se nomeia, apenas vivencia.


Me parte o coração quando vejo um casal feliz, não por serem assim, mas por lembrar que um dia já fui um deles. Já senti meu coração bater forte, já perdi palavras com declarações recebidas, já pulei feliz ao receber o presente mais singelo.
Me sinto o fundo preto e branco, e os pombinhos felizes são a única parte colorida deste quadro.

Aonde foi parar o encanto? E eu não sei aonde eu me perdi da felicidade. Será minha tpm, de novo? =x
Todo esse tempo.. de nada valeu, e as vezes que me viu chorar, não te fizeram pensar.
Quando bati a porta dizendo ir sem volta, não te deu medo?

Estou para ir de novo.. sem mapa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Paraíso


Aqui onde ninguém chega, é o melhor lugar para se habitar.
Ninguém lhe perturba, não ouvem seus pensamentos exteriorizados, ninguém lhe condena por ser, querer, estar e muito menos, por amar.
Por falar em amor, aqui ele é real, e isto já basta. É saber aproveitar.

Aqui onde ninguém chega, é o melhor lugar para se habitar. Não há celulares gritando funk, nem dóceis velhinhos sendo destratados. Crianças não morrem espancadas e não existe Brasília.

Aqui onde ninguém chega, é o melhor lugar para se habitar. Vigora a sua lei, e ela diz que ser feliz está acima de tudo.
Aqui seu coração tem valor, seu sorriso é a chave e com o seu olhar, palavras são dispensáveis.

Aqui onde ninguém chega, é o melhor lugar para se habitar.
Todos são livres, não existe censura, nem hipocrisia, nem favoritismo.

Aqui onde ninguém chega, é tão distante, que ainda não o encontrei.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

alive!


Vá lá menina, corra atrás da sua felicidade enquanto suas pernas ainda te obedecem.
Vá atrás do que te faz bem enquanto ainda lhe têm esperanças.
Não fique aqui, parada, seguindo meu mau exemplo.

Eu mesmo não tenho mais paciência para esperar, sabedoria para entender, atitudes de quem faz. Só deixo acontecer. E isto não é prudente.
A vida passa rápido demais, quando se der por si, já não terá mais tempo, nem esperança. Estará só, na estrada, todos já terão ido e provavelmente, alcançado o que queriam.

Demorei tempo demais para perceber que não se precisa de fato planejar, só deve saber o que quer. O que te faz bem, o que faz seu coração bater, o que faz de você um ser vivo de alma.

Não demore demais arrumando suas malas, elas são desnecessárias. O que você vai ganhar na sua estrada não se guarda na gaveta.
Não custe a amar, não custe a conhecer, não demore para se jogar. Isso é atrasar o viver e até onde eu sei, ainda não inventaram máquina do tempo.

Sonhe o máximo que puder, o mais alto que conseguir, vá até onde não imaginou que jamais conseguiria, ou poderia chegar, atreva-se a desafiar. E viva cada sensação.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dificuldade sentimental



Eu não disse que seria fácil, e não se engane achando que está. Pelo menos para mim, é tudo fingimento, são sorrisos que não saem do coração, mas eu ainda os forço.
É ridículo admitir que quase te liguei hoje depois do meu tombo na escada, sei la, pra você me ver chorar, porque eu não ia deixar você tocar nos meus ferimentos mesmo. Mas talvez se estivesse do meu lado minha dor fosse menor, talvez agora eu nem estivesse mancando, mas preferi respirar fundo e pôr minha coluna ereta novamente levantar a cabeça seguir meu rumo, que vai contra o seu.

Vamos admitir, erramos os dois, e os medos que temos só fizeram com que nos afastássemos mais. A desconfiança tirava nosso sono, e a saudade doía dói. Foram tantas coisas que fizemos achando que seria melhor para nós dois, e no fim sempre descobríamos que era a pior maneira de se viver a dois.

Nunca fomos tão tolos!

Acreditávamos mesmo que íamos mudar alguma coisa?
Eu acreditei. Sei que já estou calejada de tanto saber o quão é ruim criar as malditas expectativas, mas no fim das contas, eu esqueço do que aprendi e meto os pés pelas mãos novamente, volto a sonhar, volto a criar planos que nos envolvam... Aí vem a decepção.

Decepção é algo que fere tudo o que eu posso sentir, desmorona meu castelo de areia, desfaz meus planos, faz de mim um robô.

Meu maior medo hoje? Não ser mais capaz de amar.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Solidão



Não é o modo como eu me sinto, é o modo como me fazem sentir.

Estes dias tão nebulosos, frios, fazem os meus olhos se encherem de sonhos glaciais. O norte de cada um fica encoberto de nuvens.

Dias de sentimentos escondidos, tanto quanto o sol.
Saio de casa coberta com as roupas da individualidade, me visto de mistério. E ao chegar respiro fundo, tentando encher meus pulmões com ar aquecido, na esperança de me descongelar por dentro.

As gotas a escorrer pela janela, assim sou eu, frígida e vagaroza, esperando você para fazer da minha vida um verão eterno.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Diamantes

Quero escrever uma nova história, você me ajuda? Uma história de amor, um romance.
Com direito a borboletas no estômago, taquicardia e falta de ar. Quero tudo o que um dia já tivemos e não nos demos conta.

A nossa história começa no mesmo ponto onde ela termina. É sempre assim, nunca muda. Mas dessa vez ela vai ser diferente, sei disso. Estamos crescidos, nos amamos mais e temos muito mais consciência de tudo e do que podemos ter juntos.

Vamos fazer como na ultima noite, nos encontramos num bar, você me paga um conhaque só para eu me aquecer, acende um cigarro e vamos para sua casa, para o seu quarto desarrumado e que tem o seu cheiro,
aliás, não entendo como alguém tão bagunceiro e bagunçado consegue exalar tal perfume. Ouvimos umas músicas e pairamos nossas mãos no ar, comparando a diferença que há entre elas, entre suas unhas ruídas e as minhas, que você faz questão de sempre elogiar. Jogo o meu cabelo sobre o seu peito e você mais uma vez diz que ele está cheiroso, eu dou aquele sorriso e você me beija.

Me diz aos sussurros que me ama, me pede em casamento e coloca uma aliança de linha no meu dedo, eu rio e você me beija, de novo.

- e se essa linha arrebentar? - eu pergunto
- essa não arrebenta, ela tem uma película protetora, mais resistente que diamante. O meu amor por você.

Sua resposta arranca o sorriso mais sincero de mim. E eu sei que somos eternos, mais resistentes que diamante.

Imagens cuts

Sou leitora assídua do ddq, e ela deu uma dica muito bacana de um flikr incrivel que tem umas imagens ótimas que falam por nós, e eu que adoro esses sites de fotos e tals, já favoritei o flikr deste ser com ideias geniais.

Und exemplos.

Essa me define. hahahaha

Pra quem se interessou, achou bacana e quer ver mais, aqui . Sem arrependimentos..


E não se esqueça ...

domingo, 26 de junho de 2011

Partida

Posso sentir sua falta agora, e não vou me privar disto. Não vou fingir felicidade, nem forçar para que ela venha, quando ela quiser fazer morada em mim, fará. Vou cuidar do meu torpor. Deixar que as lágrimas caiam, e esperar em vão que você apareça. Não vou me fazer de forte, minha força vou deixar para casos mais sérios.
Essas dores passam, sempre passam, vou me acostumar com isto, como já me acostumei com tantas outras coisas. Vou me preocupar comigo e criar planos, como sempre.
Vou tentar lembrar das coisas boas que você me disse e fingir que estava bêbado quando usou de sua escrotisse.

Vou ser como uma semente esperando seu tempo para germinar.
Vou me alimentar de sol e luz, mais alguns chocolates. Fechar os olhos e esperar pela chuva, assim sinto algo diferente no meu corpo. Vou dar passos que minhas pernas aguentem e que não me causem vertigens.
Vou sonhar com os seus olhos todas as noites, e procurar o seu perfume no ar sempre que eu inspirar fundo.
Procurarei abrigo em mim, e quando me sentir pronta, limpar tudo o que tenha você.
Por enquanto, está intrínseco demais e não sei quanto tempo permanecerá assim.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Oração

Papai do céu, eu te peço do fundo do meu coração que cuide sempre de uma maçã. Que ela permaneça linda e brilhante e que jamais despenque do cume da mais bela árvore do pomar.
Porque esta maçã não é uma maçã como outra qualquer, ela tem coração, ela pensa, ela ouve e fala, além disso, tem uma gargalhada contagiante. É a verdadeira maçã do amor. E eu a amo, muitíssimo.
Sem tal maçã minha cesta seria vazia, e minha mesa não teria cor, nem cheiro.
Que nenhum bichinho bizonhento venha tocar na minha maçã, que a chuva e o vento não a deixem com frio e que nenhum passarinho avarento se aproveite.

Falando sério Deus, sem metáforas. O que eu peço é simples: Proteção pra quem sempre me dá a mão. Eu não poderia pedir menos, por quem faz tanto. Não há outra pessoa que pare tudo o que está fazendo só porque eu disse que meu coração está mal, ou que vá a minha casa à meia noite pra me fazer companhia. Que nunca se cansa de me ouvir dizer sempre as mesmas coisas sobre as mesmas pessoas e ainda rir de todas as minhas piadinhas. Não é só isso, não é só consolo. É mais, é coragem, é dedicação, é apoio. São coisas que não se explicam e é muito bonito de se vê, porque é raro.

Além de bonito é recíproco e verdadeiro. Nunca espero que ela caia, mas se ela cair, eu a seguro com as duas mãos. Estou preparada para ser para ela tudo o que é para mim. Um porto seguro ao meu lado.

domingo, 12 de junho de 2011

Ela espera


Espera demais e reconhece isso, talvez ela tenha medo do tempo correr e causar algum acidente, quer fazê-lo andar mais devagar, a dor da saudade é uma conta a se pagar, bem mais barata do que o erro da precipitação.

Na contramão da prudência sentimental, vem voando na velocidade da luz aquele receio chato de "não vai dar certo". Tudo parece não querer dar certo e ela vai se predendo cada vez mais. De repente aquilo que todo mundo insiste em dizer, começa a fazer sentido.
Ela muda seus pensamentos, arranja planos e amigos novos, tudo para que quando chegar a hora ela tenha pra onde correr, além dos braços responsáveis pelo melhor abraço do mundo.
São tantos medos e receios que ela teme estar perdendo sua essência. Cada vez mais egoísta, cria em torno de si uma espécie de campo de proteção ultra-nocivo. Afasta toda e qualquer vida que queira lhe fazer bem, sem perceber. É uma mania feia de querer provas de afeto de todos os lados. Duvida da sua capacidade de convivência e odeia ser a coitadinha. Cala sentimentos, esconde emoções, espera que advinhem o que ela quer. Ela não sabe como pôr em palavras o que mais lhe aflinge. Enumera seus medos e não encontra meios de exorcizá-los.
Sente uma angústia que prende sua respiração, um grito mudo, choro contido, lágrimas secas que não lhes lavam a alma.

Quer correr, mas não sabe pra onde, ele está longe demais e é o único que pode salvá-la.
Só ele sabe como estampar um sorriso sincero em seu rosto, só ele a entende sem que ela precise explicar nada. Só ele pode protegê-la de si mesmo.
E ao mesmo tempo é o único que a coloca nesse mundo de incertezas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estado Permanente

Acordou cantando.
Saiu de casa irradiando felicidade
Mostrou para todos como se vive uma vida
Não sonhou, nem desejou. Fez o que queria
Conseguiu contagiar, encantou o encantador
Sorriu para a tristeza e ela diminuiu tanto que até sumiu

Espantou lágrimas de dor com lembranças
A saudade ajudou, ela fechou os olhos, sorriu involuntariamente e viu..
Toda uma vida, sentiu uma pequena parte de um sentimento que só cresce.
Deixou fluir e concentrou em si, mais alegria.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mais que qualquer coisa

Difícil de explicar o que eu sinto por você, é algo que não tem como mensurar, não há a que comparar, não tem exemplos já dados na natureza.

Talvez seja tão lindo quanto o nascer do sol e tão brilhante quanto o reflexo da lua no mar.
Talvez tão encantador quanto o canto das sereias.
Talvez tão gracioso quanto as flores se abrindo.

Mas é só talvez, porque o que eu sinto e penso é mais do que qualquer coisa já dita, ou sentida.
São mais cores, são mais palpitações, são mais brigas e mais reconciliações -o que faz as brigas valerem a pena.
É mais alegria, é mais dor, é quase um mundo de medo intensificado e quase um universo de sensações.
É mais que o meu peito pode aguentar e é tudo o que eu não quero abrir mão.

domingo, 5 de junho de 2011

Abstrato e intrínseco..

O amor.. às vezes ele me parece algo tão abstrato, tão inalcansável.
Fico me perguntando se foi amor o que eu senti aí, se é mesmo amor o que eu estou sentindo agora. Meu coração pulsar? Meu corpo tremer? Minha respiração falhar? Eu não saber o que dizer? Talvez sejam fraquezas, ápices emotivos apenas.
Porque as definições que vemos sobre amor são muito mais complexas e ao mesmo tempo, simples do que se pode imaginar.

É um querer sem fim, é a coragem de se jogar na frente de um bonde, é a força inesgotável de lutar, são as lágrimas que insistem em cair e um coração que jamais decreta derrota. É aquilo que não morre, que não se deixa virar passado e blablabla. Amor não é algo que se conquista é algo que acontece e nunca mais se esvai, ele permanece latente, insistente. Fazendo parte de um ser, tomando posse de um coração que às vezes até tentou resistir, achava que não era a hora certa, que não estava "preparado" para amar, ou tinha muito medo daquelas dores irremediáveis que todo amor nos força a sentir.

Estando preparado ou não, o amor entra sem pedir licença. Ele chega e faz morada mesmo, bagunça tudo o que até então estava "organizado", desfaz os planos, troca os desejos e traz consigo uma sensibilidade voraz!
Ao mesmo tempo que ele causa todos esses "estragos", ele faz uma espécie de concessão de bens. Bem sentimentais claro.
Imagine o melhor momento que já viveu. Eu aposto que se ele não foi com um "par", poderia ter sido melhor se tivesse um. Porque é isso o que o amor tem poder de fazer, ele torna momentos já muito bons, melhores ainda, e ainda faz o favor de eternizá-los. Uma espécie de moldura se cria naquele instante, e sempre que você lembrar dele, vários detalhes vêm junto, como um som, um perfume, a sensação de um toque.

Sinto tudo isso, e ainda me pergunto se é amor. A parte simples pode ser descrita, mas e a complexa? Esta jamais será entendida. Isso é um dos trunfos do amor para que ele não se torne clichê. Ele jamais será igual ou previsível, cada coração sente de maneira diferente, e cada olhar manda sua mensagem com um cristal diferente.

sábado, 4 de junho de 2011

Desejos


Desejo de sonhos, de gostar e gozar alegrias sem causas.
Desejo os versos e as prosas.
As músicas e só as melodias.
Desejo desejar, desejo querer vontades, mais espiritualidade, mais descontração, mais emoção.
Posso nem ter espaço para abrigar em mim tantos desejos, e por isso desejo também tempo e espaço.
Tempo para ajeitar meus desejos. Será que preciso mesmo de todos eles?
E espaço para abrigar a todos estes que julgo necessários.
Validando cada um deles, desejo um outro tipo de tempo e um punhado de atenção, para que eu dê a mim mesma o que eu quero de mim.
Acima de tudo eu desejo de mim, para eu mesma: PAZ. De pensamento, de sentimento. AUSÊNCIA. De preocupações.
Quero os pés na terra úmida, quero o vestido molhado de chuva, quero a boca de sabores e os olhos de alegrias.

Peço demais?

sábado, 14 de maio de 2011

Reticências


Ultimamente falar da minha vida perdeu um pouco da graça. Ou eu perdi a dosagem da graciosidade..
Tudo se clicherizou.
Tipo, minha chefe está grávida (essa é a parte não clichê), eu apelidei seu feto (por enquanto assexuado) de ameixinha, estou de novo, mais uma vez, novamente, single lady (decidida). Não, não estou sofrendo, e isso até me assusta um pouco.
Estou preocupadinha com uns amigos aí, feliz, muito feliz por outros. Estou cheia das decisões, das vontades, dos sonhos de novo, e isso é ótimo! E melhor ainda é saber que isso está vindo de mim, não estou tirando isso de ninguém, de nenhuma força que não me pertence.
Coisinhas andaram me magoando, mas eu decidi abstraí porque afinal de contas, o que tiver que acontecer, vai acontecer da melhor forma possível, no melhor momento.
Estou ansiosa com a vida, e talvez não seja tão bom. Apressando a ampulheta, de repente posso acordar e ver que passou tempo demais e não soube como aproveitar.
Mas vou vivendo. Com minha pressa, meus medos, minhas vontades e meus sonhos.
Vou aprendendo. Com os meus amigos, com os meus.. nem tão amigos, com os meus afetos e desalinhos.
Vou ansiando. Por cada vez mais sonhos, vontades, amigos de verdade e aquilo que todos querem, mas nem todos correm atrás.

Não poderia deixar de contar claaaaaro! Que uma "amiguinha" de trabalho deixou seu filhote chutar na minha mão! (ela está grávida de seis meses). Coisa mais fofa do mundo, quando eu estiver grávida, vou ser a pessoa mais mongolóide da face da terra. Se é que há como ser mais.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A nômade II


Esses dias conversando com minha migs do coração (a quem eu prometo declaração pública há um tempinho) falando sobre um amigo (que na verdade não é meu amigo, sei tudo dele, mas não é meu amigo). Disse que ele era um ser evoluído por ser EU, só que encarnado num corpo diferente do sexo oposto.
Evoluído por n motivos. não guardar nenhum tipo de mágoa, ser centrado, cético em alguns momentos, são algum deles. É uma pena que seja flamenguista e nem é carioca (acho maior babaquice torcer pra um time que nem é do seu estado, mas né.. quem sou eu para falar de amor ao futebol e zzz)
Daí você me pergunta. Uau você é assim? Na verdade não, eu guardo mágoa até não conseguir mais, depois de uns anos a mágoa meio que prescreve, tipo.. spc, serasa e tals. sou centrada só na assinatura (a moça do banco me disse isso e eu pensei "coitada, não sabe avaliar pessoas"). O ceticismo pode até ser um ponto em comum, mas pouco, sou uma espécie de cética crente e claro, sou botafoguense, não roxa, mas alvinegra.

O que mais nos diferencia é que ele não é mais primata. Eu e minha família, ou grupo, sei la como se chamaria no tempo paleolítico, temos casa, mas isso não influencia em quase nada porque de repente minha mamis resolveu fazer um tour pelo Rio de Janeiro e morar em lugares avulsos procurando seu lugar ao sol.
Hoje, essa ideia não me apavora mais como já me assustou no passado (dois anos atrás). Até porque eu só durmo em casa. Acordo e vou pra minha rotina de proletária : Trabalho-estudo-casa-cama, dormir muito, pra sempre (umas 6-7 horas. nem vem que é mega pouco). Trabalho-estudo-cama. E a rotina se repete. TODOS.OS.DIAS. sem excetuar-se absolutamente nada, nem domingo, bom, domingo eu não trabalho, mas estudo então...
Que diferença vai fazer eu dormir em uma localidade diferente... Já que quando eu tiver 30 anos e me casar, eu vou morar com meu marids fofis numa casa em qualquer canto do mundo.
-Para esclarecer, não estou planejando casamento, mas 30 anos me parece uma boa idade para se casar, aí com uns 35 eu tenho meu primeiro filho =) e vou tendo um a cada ano até a menopausa. Caô, depois do quinto eu paro. Caô de novo-

A verdade é que desde a ultima vez que voltei pro lugar onde sempre morei desde minha fecundação (não, não resido num útero), percebi que não é lá tão válido se prender tanto a uma terra, porque provavelmente em um dado momento, vai ter que se ausentar de novo. e de novo.
Porque até chegar a estabilidade muitas coisas acontecem e o aquecimento global está aí para derrubar cada vez mais barrancos e matar cada vez mais pessoas, tornar áreas cada vez mais perigosas, etc.
E depois, a UERJ é muito longe de Nova iguaçu. Embora eu só possa contar com isso depois que passar, acho muito válido se preparar.
Dessa vez não vai haver choro, nem resistência. Dessa vez eu quero também, ser nômade pode ser legal :D. O Zeca Camargo é feliz... Porque eu não posso ser? Nem ligo se ele vai de primeira classe. A graça é o sufoco (com limites).

sábado, 23 de abril de 2011

Bem me queira



E eu continuo perdida sem saber quem eu sou, exalando cheiro de neném, jogando o cabelo como mulher, amando como uma princesa adolescente.
Querendo mais de você, querendo força e fé.

Não consigo entender certas coisas e descobri outras mais, queria te contar com o meu entusiasmo, que se esvai sempre que você me magoa.
Eu cansei de declamar bem-me-quer, mal-me-quer, as pétalas acabaram em mal-me-quer e eu me recuso a acreditar que vá ser sempre assim, não sei quem mais devo penalizar, se são as flores até que elas me deem a resposta que tanto quero ter, ou a mim, que escolhi assim.
Escolhi amar você, escolhi o caminho mais difícil, escolhi perder o sono por quem não pensa mais em mim. O fardo da escolha é pesado. Quero correr e chorar como criança, parar de me fazer de forte. Horas a fraqueza precisa prevalecer.

Só te abraçar, te beijar, sentir seu cheiro, ouvir sua voz. Você me proteger, só quero isso. Que você me queira bem e cuide de mim, como jurou que ia cuidar, para sempre.

Cantarolando dor


Ando por aí perdida, embora achada
Arrependida, embora tenha certeza
Desiludida, embora haja esperança em mim

Ando por aí esbanjando alegrias, sorrisos e motivos
Espalhando vida a quem não sabe viver
Aprendi com você como fazer
A lágrima com um sorriso esconder

Me espelhei na sua mentira orgulhosa
Olha o que me tornei
Agora vivo a cantarolar a dor

sexta-feira, 25 de março de 2011

Anseio


A manhã pareceu meio nebulosa, uma espécie de nuvem de duvida, medo e anseio pelo desconhecido.
Ela que sempre pensou demais, temeu demais e fez de menos percebeu que isso não a levaria a lugar nenhum.

Ela olhou o céu e os seus olhos brilharam, a manhã que até então era nebulosa e cinzenta ganhou cores e vida. Ela quer sentir tudo isso, toda essa esperança, esses borbulhinhos no estômago.

Ela não vai mais voltar atrás, ela não vai se arrepender, ela sabe do que é capaz (lá no fundo, bem fundo, sabe). Ela só quer ser feliz e se encontrar. Parar de andar em círculos e nunca sair do mesmo lugar, continuar sempre estagnada pelo medo do que o desconhecido pode lhe trazer. Ela cansou de esquecer que às vezes o desconhecido pode ser legal, ele pode ser empolgante e lhe dá aquilo que ela há tanto procura.

Esperança, somada a um pouco de esforço precede vitória.

"Não tenho dormido ultimamente...


... Ficando acordada relembrando de como fui embora! Quando seu aniversário passou e eu não liguei, eu penso no verão, todas as horas bonitas. Eu assistia você rindo do lado do passageiro e eu percebi que amava você no outono. Depois veio o frio, com os dias escuros, quando o medo se arrastou na minha mente. Você me deu todo o seu amor, e tudo o que eu lhe dei foi um adeus."

quarta-feira, 16 de março de 2011

Nunca deixe de amar




Eu sempre fui movida a amor e a muito sentimentalismo, minha prima já disse que o superlativo de piegas era Julianne. Achei justo. Mas eu fui mudando um pouco conforme fui tropeçando em pedras. Hoje não sou mais tãão sentimentalista assim, mas continuo muito frágil e romântica, é a minha essência e essências não mudam. Eu não queria ser assim, eu queria continuar acreditando em contos de fadas, príncipes encantados e tals, mas não dá. Há um limite, estou procurando por ele, sei que ele está por aqui em algum canto.
Algumas pessoas depois que passam por alguma decepção mudam totalmente seu modo de ver as belezas mais singelas, algo tão simples perde todo o seu encanto. Mas isso é por fora porque elas têm medo, muito medo e olha que de medos eu entendo.
Normal não querer viver as mágoas de novo, mas faz parte. É bobagem se privar de momentos e sentimentos tão bons porque alguma coisa em alguma época remota não teve o fim que imaginaram. Tudo tem um fim, não é o que dizem? Tem que se perceber que cada caso é diferente, as pessoas diferem umas das outras, não é porque uma pessoa te fez mal que todas aquelas que entrarem na sua vida vai fazer o mesmo. Algumas vêm pra somar, pra acrescentar, pra mudar alguma coisinha que pode ser melhorada (não que deva).
Eu vivi coisinhas interessantes e tive aquilo que me marcou, parte de mim vai carregar tal marca como uma tatuagem, só que ela não vai se desbotar. Não devemos alimentar o ódio, o descaso, a indiferença afinal aquilo tudo era nosso, tão nosso que fazia parte de nós, fazíamos planos e olhávamos as estrelas.
Pode e deve ser assim, não por mais uns dias, não até a próxima vez que quebrar o coração em milhões de pedaços, mas para sempre.
A vida é movida por amor. À família, aos amigos, ao trabalho, à natureza, à vida!
Tudo é amor e por amor, e mesmo quando não se pensa que há amor, ele está mais estampado do que se pode perceber.
O amor abre portas, as mais belas e maciças portas, ele fecha os olhos, mas apura os sentidos, dá significados àquilo que até então não tinha a menor coerência, ele amadurece, enobrece, inspira. O amor tem até o poder da cura.
Sendo ele tão bom, porque fechar-se? Deixar ele agir na alma é a melhor (se não a única) forma de ser plenamente feliz.

terça-feira, 15 de março de 2011

Vivendo, aprendendo e mudando


Acho clichês muito chatos, mas eles regem nossa vida e às vezes nem percebemos.
Aquele de "vivendo e aprendendo" é mais um deles e dizer que vamos mudando nosso jeito e a visão que temos de tudo faz parte dele.
Às vezes eu não sou tão boa falando sobre mim e nem como eu mudei, mas minhas mudanças são notáveis a qualquer pessoa. Há momentos em que eu estou conversando com alguém e percebo "epa, há umas épocas eu não pensava assim". Sei que faz parte da vida de qualquer ser pensante, mas é válido parar pra reparar, dá a sensação de evolução. Perceber que os planos vão se moldando à forma de enxergar a vida e os caminhos pelos quais ela vai passando.
Acho que nem sempre eu quis ser independente, ou ser mais "egoísta", ou ainda mais inconsequênte. A verdade é que eu percebi que eu precisava mudar um pouquinho a minha postura e abrir mais a minha mente, porque nada é como a gente quer, nada se molda a nossa vontade e até eu perceber isso ... fiz machucados que doeram bastante, as cicatrizes até doem um pouco ainda, mas a certeza de que só vai virar uma marquinha com uma histórinha que teve seus lados bons e ruins me animam, me acalmam e me fazem querer passar por cada coisa que a trajetória chamada vida guarda pra mim. Até pelas multidões enfurecidas, bêbadas e maroladas de um domingo com monobloco (talvez eu conte minha experiência de quase morte, ok morte não, mas eu quase perdi meu fêmur. Deve doer).
Minha fome por independência veio com o passar do tempo, minha fase de adolescente e de "mãe, me dá dinheiro?", "mãe, posso sair esse final de semana?", "mãe, tô com fome, faz comida aí pra mim." já tinham passado. Tá, a da comida ainda não. Enfim, você pode achar que "ah! passa pra todo mundo!", mas não! não passa! No colégio eu cansava de ver gente se formando e tomando rumo nenhum, continuava não ter o que fazer, batizando coca-cola com menta e jogando totó em frente ao colégio e eu tinha medo, não queria ser daquele jeito (e o pior é que eu gosto muito de jogar totó), ainda tenho medinho de fracassar, mas e aí? Tô correndo atrás, não parei por preguiça ou porque ficar em frente a escola bebendo coca-cola batizada e jogando totó é mais divertido, nem fazer filho. Amo crianças, mas tenho repulsa a filhos POR ENQUANTO, POR MUITO TEMPO.
Meu pseudoegoísmo veio junto com as decepções, porque mano aquela frasezinha de comunidade no orkut "bonzinho só se fode" é clássica e é uma das maiores verdades que a humanidade já viu, ouviu e viveu. Coração mole é coração de trouxa, cede, ama, se sacrifica e não tem retorno, não é feliz da maneira que faz. Sequer é reconhecido. Daí você pensa "deixa, a minha hora vai chegar", sim vai! cremos nisso, mas até ela chegar tu se arrebenta horrores, nego sapateia com salto 17 em cima de você e não quer nem saber se tá doendo, você sorridente manda continuar. Otário.
Então depois de me indignar com as madeirisses alheias eu cheguei a conclusão de que devo me infiltrar no grupo de extermínio "mão negra" (mata aula de história dá nisso, se ferra aí e vai no google), caô eu não mato (só ameaço). Não vou fazer o que eles fazem, só não quero ficar do outro lado apanhando. Eu abdico de pessoas quando percebo que elas podem se machucar não quero ser responsável por isso e dói em mim. Isso é ser bonzinho porque ela me xinga. Mas pelo menos fico em paz com a minha consciência.
A parte 15% que tenho de inconsequênte é a parte 80% que tenho de feliz, quando eu não penso muito no que fazer eu tenho momentos incomumente alegres e recordáveis com suaves e intensas risadas e ser feliz é um bem natural

Japão antes e depois do terremoto =/



sexta-feira, 11 de março de 2011




"A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira. Forçar classificações raciais é um mau caminho. A Fundação Ford é a grande promotora de ação afirmativa ( tem como objetivo combater as desigualdades sociais resultantes de processos de discriminação negativa, dirigida a setores vulneráveis e desprivilegiados da sociedade) por partir da premissa errada de que a realidade desfavorável aos negros é fruto da discriminação. Ninguém desconhece que houve. Mas nem tudo é fruto da discriminação. O fato de que apenas 30% das crianças negras moram em casas com um pai e uma mãe é um problema, mas não resulta da discriminação. A diferença acadêmica entre negros e brancos é dramática, mas não vem da discriminação. O baixo número de químicos, físicos ou estatísticos negros nos Estados Unidos não resulta da discriminação, mas da má formação acadêmica, que, por sua vez, também não é produto da discriminação racial."
Walter Williams


Lendo isto pude tirar várias conclusões, uma eu sempre tive: Cotas raciais é bobagem! A desigualdade existe, só não enxerga quem não quer (e olhe lá), mas não se baseia apenas nas raças, ela é muito mais social do que possamos imaginar e o único caminho pra que isso seja atenuado é mesmo a educação. Coisa na qual se investe muito pouco. Os governos estão muito mais preocupados em dar esmolas (ou você acha que isso de bolsa escola, bolsa família e etc não é esmola?!) ao povo do que criar oportunidades para que de fato a população torne-se mais independente e digna. Claro, não vamos dizer que não precisa, infelizmente é um mal necessário, os brasileiros são acomodados a ponto de fazer mais filhos só pra ter direito a mais uma miséria de "auxilio", como se tal fosse dar uma condição de alimentação/educação/saúde digna.
Aliás, dignidade é algo que muito nos falta! Mas é isso aê, viva ao salário mínimo vergonhoso dos proletários e viva supreeeeemo ao modo de vida dos grandes ladrões deste país, nós os colocamos lá. Por favor, vamos aplaudir o espetáculo que ajudamos a construir.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Umas doses e alegria


Eu acordei e mais uma vez não é você ao meu lado.
Sentei-me à beira da cama e refiz em pensamento os meus passos da noite anterior.

Depois do banho, vesti o vestido que você odiava só porque todos mexiam comigo, exagerei na maquiagem só porque você sempre disse que não precisava, pintei minhas unhas com o esmalte mais vulgar que ganhei da sua irmã, pus aquele salto ridículo que você me deu de presente.
No meu coração eu fiz questão de guardar só as coisas ruins, só os seus defeitos. Quem sabe assim eu não sofra menos, não sinta menos a sua falta. Depois de tomar a minha dose diária de ódio por você, acendi um cigarro, ajeitei meu decote e saí. Sem rumo, sem vontade, sem amor, nem mesmo por mim. Entrei no primeiro bar que avistei e sentei-me. Não precisei esperar muito tempo já apareceu uma bebida flutuante. Era a bebida em troca de uma conversa amistosa, achei justo.
Depois de muitas doses eu já não sabia exatamente o que me moveu até lá, se foi o ódio, ou se foi a dor, mas qualquer um desses já não tinha efeito sobre mim. Estava anestesiada. Consegui pensar em você sem sentir nada e era esse o meu objetivo. Posso dizer que estava até "alegre".
Me levaram pra casa, não lembro do seu rosto, não lembro do seu nome e naqueles momentos nem lembrei de você.

terça-feira, 1 de março de 2011

Lembrança

Durante a rotina frenética, um ponto em mim se iluminou
eu lembrei de você,
houve uma pausa,
assim, um sorriso bobo se estampou no meu rosto
É incrível como o amor nos torna patéticos
É mágica essa poesia que se chama amor.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sucesso negado

Estava eu, mais uma vez, parada pensando na minha vida (às vezes acho que penso mais do que vivo) e percebi que todos os meus desejos aconteceram.
Que bom! você pensa. Sim, ótimo. Mas aconteceram depois que já não desejava mais (bom nem tudo).
Como quando eu me mudei: Desde criança eu queria sentir a emoção de sair daquilo tudo que eu já conhecia há séculos e ir pra um novo lugar (isso me lembra o jardim, eu ia mudar de estado e fizeram festinha de despedida pra mim regada à lágrimas, me senti muito importante), conhecer pessoas e costumes novos (como se eu fosse pros países asiáticos ), tá, não que seja pra tanto, mas pelo menos uma paisagem diferente, aqui eu já conhecia cada passarinho de cada ninho em cada coqueiro, palmeira e afins, cada rachado no asfalto, cada pixação de cada casa. Tava meio sem graça sabe. Daí me vem a mudança que putz, veio no pior momento da minha vida. Eu.. já "estabilizada", amigos, namorado, escola, cursos, trabalhos futuros, mais oque? ta bom só isso . E eu já não tinha mais essa vontade de morar em outro lugar, não ainda pelo menos. Eu já tinha tudo planejado pra depois da faculdade. Foi um baque estrondoso. sofrimento. sofrimento grandão por n motivos, já não queria mais me afastar daquelas pessoas que me acompanhavam há tempos, não queria sair da minha rotina chata e sem graça e ter que me habituar a outras pessoas. Todo aquele processo de "o-que-vou-fazer-agora-longe-de-tudo-preciso-de-amigos-novos" é meio desgastante. Sempre achei muito simples socializar e tals, mesmo que só tivesse uma pessoa que eu conhecesse, mas a ideia de estar forever alone num lugar desconhecido (e que eu não gostava) me tirava toda a pouca calma que tinha. Naquele período de sofrimento agudo pra sempre, eu mudei muitas coisas dentro de mim, compreendi muitos erros, me redimi de alguns, não cuspo mais pro alto desde então (porque eu falava muito mal do lugar pra onde eu fui) e sou da vibe "o que tiver de ser, se tiver meeeesssmooo que ser, vai ser" não que eu deixe tudo acontecer sem intervir, mas agora sou mais receptiva à fatos que antes eu repulsaria sem pensar nos prováveis bônus.
Outra coisa, havia muito eu queria trabalhar e estudar. Mas isso não é pra qualquer pessoa, exige coisa demais, exige dedicação demais (e eu aqui escrevendo bobagens), foco demais, disciplina demais e eu não sou disciplinada, nunca fui. Hoje eu faço isso, trabalho e estudo. Não quero abdicar de nada disso, foram conquistas minhas. Foram provas de que eu sou capaz de aguentar muito mais do que eu imagino.
Dentre outras coisas, ignorava pessoas que eu achava que não me importavam e quando saíram de fato da minha vida eu percebi que até que elas eram legais. Comprei aqueeeela meia calça que nem usei (desde o inverno passado). Ganhei aqueeele livro que nem fiz tanta questão de ler. Sou de vibes... e elas são passageiras .

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Raridade sem casa

Eu sou difícil, de uma dificuldade chata. Uma complexidade que exige paciência.
Eu faço manha nas manhãs, faço birra nas noites. Eu odeio multidões e adoro fazer parte delas, odeio me sentir morta, mas nem vivo tanto assim. Eu gosto de estar rodeada, mas quase grito querendo ficar só. Odeio seguir moda, mas compro as revistas e leio e pior que ler é seguir os conselhos. Acho um absurdo pessoas que ganham dinheiro escrevendo livro de alto-ajuda, mas eu sou dessas psicólogas de frases prontas. Eu sou rara por ser tão comum.
Eu ouço muito e quase sempre um "você é apaixonante", as pessoas choram de rir comigo, mas me chamam de metida na rua. E mesmo assim, eu me olho no espelho tentando achar as qualidades que todo mundo vê, estampadas no meu rosto.
Eu acredito na fraqueza humana.
Eu fujo da regra do favoritismo, eu gosto de enxergar a alma, eu olho nos olhos, bem no fundo e se eu imaginar que não há ali um mar límpido eu fujo.
Eu sou corajosa, mas sou covarde. Eu rasgo o meu peito de amor, mas me fecho inteira com medo de me ferir. MAIS. Supero-o me jogo, me racho, me machuco e sofro, com dores que não têm remédio. Levanto a cabeça, com olhos marejados enxergo ao longe, traço objetivos. Todo um processo de "Pró-vida-pós-fossa".
Eu sou egoísta e me culpo, sou altruísta e me culpo. Busco o equilíbrio e putz, como é difícil.
Eu brigo, eu chingo, eu chamo de amor, eu bato, eu mordo, eu fico de mal, eu faço as pazes, brigo de novo, digo que amo, digo que odeio, digo que superei, o orgulho confirma, vivo o bom e finjo ser feliz até perceber que sou feliz de verdade.
Eu sou rara por ser tão comum.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Judia de mim (8)

É por isso que eu sempre acho muito melhor e mais fácil só pisar na cabeça deles.
Porque quando a gente dá aquela moralzinha microscópica nego vacila.
E ficamos então sem saber novamente o que fazer, porque a gente tenta fazer o melhor, tenta não ser egoísta e se culpa horrores, mas parece que os que mais se preocupam são os que mais se ferram.
Vou adotar a política da boa vizinhança e ser como forem comigo, exatamente.
Caô, nunca faço essas coisas --' sou boazinha demais.
Deve estar escrito na minha testa "brinque comigo, é legal, divertido e você só tem a ganhar", mas mano, não acho justo, mesmo que esteja escrito mesmo.. é daqueles avisos que não são pra serem seguidos como andar a APENAS 100 km/h numa via expressa, isso não existe! Ou quando não é pra jogar lixo em um determinado local, é tosco, acho que neguin lê ao contrário e joga todos os trapos existentes do seu humilde barracão ali, exatamente onde era pra ficar limpo.

Embora tudo isso me chateie, eu agora tenho uma postura de não mais me importar tanto.Vou me desapegando das coisas que me fazem mal e me apegando àquelas que me fazem bem, sei que esse é o caminho pra felicidade e não me importo mais com as cicatrizes que podem ser fincadas em mim, acredito sim, sempre na superação. Chega a um momento na vida em que devemos mesmo levar em consideração o que vale realmente a pena e pesar com o que não é proveitoso daí tomar a decisão certa e esse peso nunca depende de uma pessoa só.

Como diz Fernando Aniteli "retrovisor é passado, é de vez em quando do meu lado".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Solidão Necessária

Muitas pessoas, sempre, me incomodam.
Eu estou acostumada a ter aquele momento só meu no meu santuário, ouvir meus pensamentos e contar o compasso das batidas incessantes do meu coração. Mas não tenho tido tempo pra isso e é muito ruim, é como se eu não tivesse como me encontrar, ando meio perdida, pensamentos demais, dúvidas demais, ideias demais, anseios demais, desejos demais, sonhos demais.
Ando andando muito na ilusão e já deveria ter passado dessa fase, desse momento "obras da maria clara machado cantadas por vinícius de moraes" (não que elas existam tá gente). O fato é que elas não existem e eu tenho que aprender a calar no momento certo e a ouvir nas horas oportunas, aprender com sabe ensinar e copiar o bom exemplo. Mas cara isso tudo é pra gente grande, eu ainda tô na transição e me sinto humilde por assumir tal estado, me sinto na luz da evolução, mas no breu dos medos, e quantos são.
Não vou prometer nada a mim mesma, não vou dizer a mim como agir ou reagir, na verdade, eu só tenho a certeza da dúvida e ela já é um habitante fixo em mim.
Que falta me faz o ócio, que falta me faz a solidão ...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Serena

Hoje acordei com uma felicidade que não sei bem se provinha de mim. Talvez ela estivesse emanando da minha companhia, talvez ela viesse de declarações que trago na memória.. ou seria no coração, ou seria nos dois?
Algo que me trouxe calma, serenidade, bem estar.
Sinto que o mundo pode cair eu ainda vou ter algo a que me apegar, algo pra me alegrar, algo pra tirar meu sono. De maneira positiva me tirar de órbita.
Não sei explicar o que é.
Não sei dizer porquê. Mas eu sinto que está me fazendo bem.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Dear mon


Obrigada por cuidar de mim com tamanho zelo e carinho. Obrigada por me ouvir, por brincar comigo, fazer bigodinho de chiclete; por cozinhar minhas preferências, fazer batata frita todos os dias e não deixar que eu só comesse besteiras fazendo suas fabulosas vitaminas Obrigada por me acarinhar quando eu queria chorar, por me dar abrigo quando estava sem rumo. Obrigada por suas palavras sábias, pelos seus ouvidos sempre atentos, pelos seus olhos sempre tão vidrados. Obrigada por me ajudar a levantar depois das quedas, por não me culpar pelos meus erros, por me entender quando todos me apedrejavam. Obrigada por sentir minha falta, assim eu sinto a sua e continuar me amando mesmo que nem tão perto.
Agradeço por cada lágrima derramada por mim, embora elas não devessem cair, ainda assim.. Obrigada. Porque cada gesto, cada atitude e ação foram por amor.

Mesmo que você não tenha me gerado no seu ventre por 9 meses. Tens meu título de mãe por cuidar de mim desde que abri os meus olhos, enquanto aprendia minhas primeiras palavras, meus primeiros passos, enquanto eu aprendia a fazer minhas escolhas, enquanto eu aprendia a errar e recomeçar.

Eu te amo, TIA.