terça-feira, 16 de março de 2010

Um novo credo

Não tenho controle sobre as coisas.
Não posso mandá-las seguir da maneira que EU gostaria que fosse.

No momento eu fecho os olhos para essas coisas que outros planejam por mim, é tudo pelo quê eu não quero passar de novo. Você entende? Não quero ter bagagem de novo, não quero ser só lágrimas de novo, não quero, apenas não quero.
Achava que estava no lugar certo. De onde eu não deveria ter pensado em sair.
ELES pensam em uma nova saída.
As promessas de antes foram quebradas. De novo.

Percebe como tudo se resume em um grande clichê? "Eu não quero, mas eu tenho que aceitar”.
O diferencial é que aprendi com a outra vez e não vou viver à mercê desse possível acontecimento. Eu vou fazer a roda da minha vida girar, vou criar as minhas promessas inquebráveis que daqui a uns dias serão quebradas como todas as outras. Vou plantar minhas árvores que serão derrubadas por desumanos incontestáveis. Vou escrever meu destino que vai ser mudado por alguém que ainda vai chegar. Mas pelo menos, EU VOU TER FEITO.

"O fim é belo e incerto depende de como você vê. um novo credo: A fé que você deposita em você e só" ? O teatro mágico

domingo, 14 de março de 2010

Alguém assim

Eu sei que não sou perfeita, ninguém é afinal.
Mas talvez seja esse o motivo de procurarmos outra pessoa.
Queremos alguém que nos veja dessa forma, que nos dê força e animação quando percebemos os nossos defeitos, os nossos erros, quando pensamos em desistir. Que nos faça enxergar que errando construimos os nossos acertos.
Não me entendam mal, não é alguém que não enxergue os nossos defeitos e sim alguém que os ame também. Que enxerguem em nossos defeitos, apenas traços que não podem e nem devem ser transformados.

Quero alguém que me abrace forte quando trovejar.
Alguém que segure minhas mãos com firmeza e diga "vamos lá".
Alguém que me assegure de que tudo está na mais perfeita ordem, mesmo que o mundo esteja de cabeça para baixo. Isso não é mentir, é proteger. Porque eu também não quero alguém que tenha coragem de mentir pra mim.
Quero alguém que me mande flores no dia de finados e me leve para jantar em uma segunda-feira. Que me dê uma jóia qualquer em um dia insignificante.
Quero alguém que me leve à um jogo eletrizante de futebol e depois me suje de catchup em uma barraquinha de cachorro-quente.
Quero alguém que finja gostar de filmes altamente românticos só porque eu adoro.
Alguém que me abrace quando eu tiver medo das cenas sanguinárias em filmes de terror e ria disso.
Alguém que me assuste quando eu for à geladeira durante a madrugada e depois me acalme com beijos intermináveis.
Quero alguém que me pegue no colo, me leve ao parque de diversões e me compre algodão doce, que me ajude quando eu vomitar depois da montanha russa cabulosa.
Alguém que me ajude a fazer curativos quando eu me machucar tentando cozinhar.
Quero alguém que não se importe tanto com os pensamentos absurdos dos outros e sim conosco. Quero alguém que junto comigo, dê aos moradores de rua um copo de refrigerante e um hambúrguer, só por vontade e me diga todas as noites antes de dormir e assim que abrir os olhos o quanto me ama e o quão é feliz por estar comigo.

Eu farei o mesmo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

E o kiko?

1. Eu sei que, aqui eu disse em caixa alta que não usaria mais títulos. Porém, textos sem títulos são subjetivos demais. Sei la, fica muito à moda bangu. O blog tá tão bonitinho, por que enfeiosca-lo com "..." nos títulos, prefiro enfeiosca-los com títulos ruins.

2. Mudei o blog. e sei que vocês não haviam notado ainda. RÁ! Brincadeirinha.

3. não tem 3. :D


Agora sim.
Eu acho muito interessante o modo como as pessoas abrem sua vida à quem não está nem um pouco interessado. É por isso que eu tenho blog. Só lê quem tiver afim.
Amigos nada pessoal, eu gosto de ouvir seus problemas, e ajudar vocês a resolverem e tals.

Aconteceu comigo quê, ontem, eu não estava muito bem e fui em busca da pessoa que mais me alegra nesse mundo. Mas ela estava com outra pessoa que na verdade, me irrita. Porém, minha mãe me educou muito bem e até eu poder me "livrar" dessa pessoa, eu fui educada.
A pessoa me conta sobre tudo que lhe acontece, sobre os seus barracos no ônibus, sobre o assalto às suas bijus, dentre outras pérolas.
E aí que no meio de tanta tagarelice sem necessidade (porque eu acho que você não precisa contar como matou a galinha para comê-la) ela me perguntou:

Meu pescoço está com talco?

Não, não está.

Ah ta, é porque eu tenho brotueja.

E o kiko?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Coragem e razão


Eles brigam novamente. Não conseguem se entender.
Ele diz em alto tom coisas que ela não merecia ouvir, ela alterada diz verdades absolutas que ele precisava saber.
Enquanto tudo isso acontece, enquanto a casa cai e a moral diminui-se, ela se pergunta incessantemente se tudo isso vale de alguma coisa, pois tudo mudou, eles mudaram e ela sabia que confiar em pessoas era muito perigoso. Pessoas mudam de opinião, de lado, de gosto, sentimentos e até de time.
Ela sempre acreditou muito em amor e só sentia a necessidade de ser correspondida também, não parecia ser muito difícil, pelo contrário.
Porém, quanto mais ela o conhecia, quanto mais vivia com ele, desacreditava em amor, altruísmo, gratidão, zêlo, compaixão e todos esses sentimentos piegas que a faziam ser única. Ela era quase uma princesa de tão graciosa e bondosa, e isso foi se perdendo ao conviver com um ogro grosseirão e bruto.

Fim de uma briga, ninguém cedeu, ninguém se arrependeu, ninguém se declarou, mas ela chorou.

Mais uma briga, agora elas são cada vez mais constantes. Ela já está fraca não tem mais forças para acreditar que aquilo um dia terá um final feliz, daqueles que têm filhos, tardes em parques e ambos cuidando um do outro.
Então ela decide parar de acreditar em mentiras, hipocrisias e ceder por coisas das quais ela não era culpada antes que ela tivesse o seu fim emocional e psicológico.

Mais uma batalha, mas dessa vez é diferente, ela sabe que é a última e que depois, ela terá vencido a guerra. Será livre dessa corrente frívola desafetuosa.
Ela sente o seu coração se rasgar, não imaginava que doeria tanto, não sabia que pudesse existir maior sofrimento do que o que ela já estava inserida. Quase desiste, mas se mantém forte e ouve sua razão que por tanto tempo fora calada.

Ela percebe que depois de tudo ainda está viva, ainda é linda e continua saudável psicologicamente, talvez mais inteligente e mais forte por ter tomado a decisão da sua vida.

Os dias passam, ela cada vez mais forte, mais certa de si, mais determinada.
Ela ainda procura o seu final feliz, mas se ele não acontecer... Tudo bem, ela já se sente muito bem.