Eu queria ter você como meu herói, queria ter crescido dizendo: "Papai, quando eu crescer, quero me casar com você". Eu queria que você tivesse me assistido em todas as minhas apresentações na escola, queria que você fosse um dos pais a me aplaudir quando ganhei aquele troféu de princesa. Eu queria que você tivesse posto o anel de formatura em meu dedo, queria que você tivesse fingido ser o papai noel pra mim. Queria ter sido afagada por você em minha primeira desilusão amorosa. Eu queria ter tido um pai.
Meu pai sempre foi um cara de muito exibicionismo. Ele adorava amostrar as lindas filhinhas e seu filhão inteligente e sagaz para todos os seus amigos e familiares. Ele fazia o tipo de Chefe da família perfeita, que de perfeita mesmo não tinha nada. Eu cresci vendo as idas e vindas do meu pai, fiquei doente milhares de vezes, todas as vezes com fundo emocional. Meus pais brigavam muito e acho que por isso eu tenho uma profunda aversão a brigas.
Eu era aquele tipo de criança que participava de tudo na escola, dançava, desfilava, concursinhos... E sempre, SEMPRE a única pessoa a me acompanhar era minha mãe. Eu sentia falta, era triste para mim, ver todas aquelas crianças com famílias estruturadas e eu só tinha minha mãe.
Mas eu cresci, sem o meu pai. Tinha também minha irmã, que sempre foi super protetora (até demais) e me deu muita assistência, a assistência que meu pai deveria dar à mim. Aos meus 10 anos meus pais se separaram definitivamente. Quem acha que eu sofri levanta a mão! Rá, eu não sofri, eu já estava habituada ao fato de que eu não tinha de fato um pai, e sim um progenitor. Eu não guardo mágoa alguma do meu pai, mas queria que a história fosse outra. A dor de ter família e não ter é grande, porém, assim como a dor de um pé na bunda (risos) a gente supera, eu superei. E ter meu pai ao meu lado não é mais a mesma coisa. Eu me acostumei com a ausência dele de tal modo que, além de não sentir sua falta, eu prefiro que esteja longe. As poucas lembranças que tenho são melhores que nossa imensa falta de jeito um com o outro.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O valor de uma amizade...
... é inestimável, incalculável e impagável. Eu tenho uma amiga, mas uma amiga, nós nos parecemos em muitas coisas, mas sei que não é isso que nos faz amigas. A nossa amizade eu chamaria talvez até de complô, sim. Complô contra quem nos faz mal, complô contra os cafajestes que nos aparecem pelos caminhos, contra as lágrimas que insistem em escorrer pelos nossos olhos. Não há um dia sequer que eu não sinta falta dela e o mais bonito dessa amizade é que, eu sei que ela também sente o mesmo. A gente às vezes até completa as frases da outra, são risos espôntaneos, lágrimas de felicidade e até ordens dadas tudo pra não ficarmos sozinhas em algum momento ou situação.
É comum conhecermos pessoas que dizem: Amigo é pai e mãe, eu não acho que seja bem assim. Meu pai tá muito, mas muito longe de ser meu amigo e minha mãe, bem, sei que ela quer meu bem, mas ainda não chegamos neste estágio em que eu conto as coisas pra ela e ela depois não me alfineta com tal declaração. Amigos fora de casa existem, eles nos dão apoio moral, sentimental, nos alegram, nos levantam. Às vezes os "amigos da rua" são muito mais amigos do que aqueles que vivem sob o mesmo teto que nós. As pessoas dentro ou fora de casa são muito imprevisíveis, amizade está ficando cada vez mais escassa e é por isso que eu prefiro preservar as que eu tenho.
É comum conhecermos pessoas que dizem: Amigo é pai e mãe, eu não acho que seja bem assim. Meu pai tá muito, mas muito longe de ser meu amigo e minha mãe, bem, sei que ela quer meu bem, mas ainda não chegamos neste estágio em que eu conto as coisas pra ela e ela depois não me alfineta com tal declaração. Amigos fora de casa existem, eles nos dão apoio moral, sentimental, nos alegram, nos levantam. Às vezes os "amigos da rua" são muito mais amigos do que aqueles que vivem sob o mesmo teto que nós. As pessoas dentro ou fora de casa são muito imprevisíveis, amizade está ficando cada vez mais escassa e é por isso que eu prefiro preservar as que eu tenho.
domingo, 2 de agosto de 2009
I want so much...
Queria fazer um curso de inglês por necessidade.
Um de francês por vaidade.
E um curso de moda, corte & costura por vontade.
Queria fazer intercâmbio por capacitação.
Um curso de fotografia por paixão.
E uma faculdade de engenharia petroquímica por ambição.
É, mas querer, nem sempre é poder!
Um de francês por vaidade.
E um curso de moda, corte & costura por vontade.
Queria fazer intercâmbio por capacitação.
Um curso de fotografia por paixão.
E uma faculdade de engenharia petroquímica por ambição.
É, mas querer, nem sempre é poder!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Sunday
Ahá, lembrei do meu domingo. Incrível eu ter esquecido, porque eu fui ao cinema ver um dos filmes que eu mais gosto e acompanho toda a história. Harry Potter! Tem gente que acha patético, como meu boyfriend. Mas eu assisto aos filmes e leio os livros desde o lançamento do primeiro livro. Minha irmã o deu à mim de presente como um incentivo a leitura. Não deu muito certo, eu só li o livro depois de ter visto o filme no cinema, mas também, não parei mais. E fui pegando o gosto pela leitura assim.
Eu não estava tão afim de sair, na verdade sair sozinha pra mim... é um tédio. Mas ficar em casa fazendo nada, estava fora de cogitação. Eu tomei um demoraaado banho (como de costume), pedi a minha mãe pra fazer uma trança embutida no meu cabelo, é o meu penteado preferido e fica tão fofo. Maquiagem leve e fui (na verdade, como eu demoro muito só no banho e pra escolher a roupa, acabo me maqueando no carro). Fui com o meu padrasto e o resto da família. Minha tia e seu marido estavam indo embora, meu padrasto foi levá-los com a minha mãe e eu aproveitei a carona.
A fila para a compra de ingressos era uma coisa meio absurda, enoooorme e eu com medo da sessão lotar e ter que esperar mais tempo. Queria mesmo era ver legendado (odeio filme dublado), mas para satisfazer este meu desejo, teria que esperar mais de uma hora. Definitivamente não. Comprei ingressos pro dublado mesmo, afinal já estava acostumada em vê-los assim quando passam na televisão. Sim eu adoro ver filmes repetidos :D. Sei praticamente todas as falas de ps eu te amo, e se fosse verdade, crepúsculo, dentre muitos outros e evidentemente... Harry Potter.
Comprei o ingresso e ainda faltava meia hora pra sessão, gente meia hora com alguém, é nada. Meia hora sozinha é uma eternidade! Maaaaaas, eu sou uma adolescente-entrando-na-fase-adulta-em-crise prevenida! Levei o livro que estou lendo (um deles) Marley e eu (quero muito, muito de verdade um cachorro!) e enquanto não pude entrar na sala eu li. Também li na sala, usei a luz do celular pra clarear. Eu ficaria doente se tivesse que esperar mais, vendo todos aqueles casaisinhos fofos. O filme logo começou & eu vi o trailler de Lua Nova, pirei, pirei muito, pirei total!! E ao mesmo tempo deprimi. Por que a estréia tem que demorar tanto se o filme já está prontinho e todo mundo espera desesperada e anciosamente por ele?! 4 meses é muito tempo!
Eu não estava tão afim de sair, na verdade sair sozinha pra mim... é um tédio. Mas ficar em casa fazendo nada, estava fora de cogitação. Eu tomei um demoraaado banho (como de costume), pedi a minha mãe pra fazer uma trança embutida no meu cabelo, é o meu penteado preferido e fica tão fofo. Maquiagem leve e fui (na verdade, como eu demoro muito só no banho e pra escolher a roupa, acabo me maqueando no carro). Fui com o meu padrasto e o resto da família. Minha tia e seu marido estavam indo embora, meu padrasto foi levá-los com a minha mãe e eu aproveitei a carona.
A fila para a compra de ingressos era uma coisa meio absurda, enoooorme e eu com medo da sessão lotar e ter que esperar mais tempo. Queria mesmo era ver legendado (odeio filme dublado), mas para satisfazer este meu desejo, teria que esperar mais de uma hora. Definitivamente não. Comprei ingressos pro dublado mesmo, afinal já estava acostumada em vê-los assim quando passam na televisão. Sim eu adoro ver filmes repetidos :D. Sei praticamente todas as falas de ps eu te amo, e se fosse verdade, crepúsculo, dentre muitos outros e evidentemente... Harry Potter.
Comprei o ingresso e ainda faltava meia hora pra sessão, gente meia hora com alguém, é nada. Meia hora sozinha é uma eternidade! Maaaaaas, eu sou uma adolescente-entrando-na-fase-adulta-em-crise prevenida! Levei o livro que estou lendo (um deles) Marley e eu (quero muito, muito de verdade um cachorro!) e enquanto não pude entrar na sala eu li. Também li na sala, usei a luz do celular pra clarear. Eu ficaria doente se tivesse que esperar mais, vendo todos aqueles casaisinhos fofos. O filme logo começou & eu vi o trailler de Lua Nova, pirei, pirei muito, pirei total!! E ao mesmo tempo deprimi. Por que a estréia tem que demorar tanto se o filme já está prontinho e todo mundo espera desesperada e anciosamente por ele?! 4 meses é muito tempo!
Bjs
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