segunda-feira, 27 de setembro de 2010

talking about sexo

Hoje é impossível fingir virgindade. Tudo te joga pra uma vida sexual ativa cada vez mais cedo e proibir não é a solução.
Quando eu decidi, fui responsável o suficiente pra ir a um ginecologista e me cuidar, me prevenir. Escondida claro.
Minha família toda é muito moderna... com o filho dos outros, dependendo do quanto os outros fazem parte da nossa família.
Minha mãe a partir de uma certa idade (minha é claro) começou a dizer que não haveria problemas eu dar uns peguinhas nuns menininhos, beijar na boca é legal e panz. Mas numa das vezes que ela soube, foi chato pacas heim.

O lance é que minha sobrinha de 15 anos decidiu transar. =o E por mais que tenha tentando fazê-la mudar de ideia, não consegui e resolvi aconselhar e orientar. Coisa que não aconteceu comigo, mas achei melhor eu ajudar do que deixar por conta dela e acontecer coisa pior depois. Ela entendeu tudo errado, se medicou sozinha, passou mal. E no domingo minha mãe me acordou me perguntando se eu sabia de alguma coisa. Eu não queria piorar as coisas, mas já imaginava o que era. Depois, minha mãe voltou dizendo que eu a tinha decepcionado de novo. Ou seja, me entregaram. Eu imagino como devo ser vista agora como má influencia e péssimo exemplo. Mas nunca me envolvi em grandes problemas, soube esperar e fui responsável nas minhas escolhas.

Essas meninas se deixam levar pelo que a mídia e sociedade ditam, o modo de se vestir, de se comportar, de quem gostar, quem admirar, quais caminhos trilhar.. Eu sei que é difícil essa idade e provavelmente elas (eles) sabem de tuuudo e são invencíveis.

Os valores se perderam, sexo casual é tão normal.. Eu não consigo pensar assim, comigo foi diferente, foi por amor, com respeito. Agora tudo é banal, ter vários parceiros, um diferente a cada dia e eu me pergunto onde isso vai parar. Eu já tô até com medo de ter filhas.


Falta amor próprio.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Falta em mim

Eu só tenho 19, me faltam muitas coisas.
Eu ainda não sei nada da vida, mas estou muito disposta a aprender, com um pouco de medo eu confesso, mas tamo aê.
Me falta entretanto muito entendimento. Eu fico nervosa, meu coração acelera, minhas mãos tremem, minha respiração fica irregular... Isso tudo é falta de entendimento, porque se eu entendesse que as coisas devem acontecer, que é parte natural de todo o processo chamado VIDA eu não ficaria surtada quando as coisas fogem do meu controle.
Me falta maturidade. E já é um ponto muito positivo eu assumir isso. né? Essa parte eu não sei explicar, mas sei que falta isso em mim.
Me falta garra. Eu não sou tão determinada quanto pareço, na verdade poucas coisas eu levo até o final e aquelas que eu levo, quando chegam ao final eu já estou chutando.
Me falta determinação, saber o que eu quero de verdade é difícil pra mim. E me parece que eu só quero o que não poderia ter, achando que é um bem natural.
Me falta o ofício da permanência. Infelizmente eu não realizo as mesmas tarefas com a mesma exatidão. Não me orgulho de nada disso.
Mas faz parte de mim, estes citados são só alguns de meus muitos defeitos. Talvez eu sofra de algum distúrbio, algum que se refira a enumerar defeitos e se esquecer momentâneamente das qualidades.


Eu acho que esqueci de contar, fui chamada pra ser suplente nas eleições.
E em breve, muito muito breve, vou ficar sem net.

Samba de ir embora

Tá certo que o nosso mal jeito foi
Vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposiçao a disposiçao cansou
Secou da fonte da paciencia
E nossa excelencia ficou la fora

Soluçao é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol

Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor

Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar

(O Teatro Mágico)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Evoluir

Eu acordo todos os dias querendo ser diferente, com novos planos, novas ideias. Querendo me reinventar, evoluir.
Eu busco sempre o melhor que há dentro de mim e daí pra frente. Jamais retroceder. Voltar a ser o que eu já fui não é evolução, é perda de tempo. Mas é difícil acompanhar a velocidade na qual as mudanças externas acontecem.
Eu busco entendimento dentro de mim, um equilíbrio que me faça enxergar com mais clareza as pessoas e suas atitudes, os animais e seus instintos, a natureza e a sua beleza -cada dia mais escassa- e entender de novo porque o ser humano faz isso.
Eu busco ser parte do todo. Eu deveria ama-lo, cuidar dele, protege-lo... até mesmo de mim às vezes (sabe como é mulher na tpm né).
Fazer parte significa estar vivo. Se estamos distantes e evitando a nós mesmos como poderíamos ser felizes? De que maneira entenderíamos o nosso favor de existir?