quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estado Permanente

Acordou cantando.
Saiu de casa irradiando felicidade
Mostrou para todos como se vive uma vida
Não sonhou, nem desejou. Fez o que queria
Conseguiu contagiar, encantou o encantador
Sorriu para a tristeza e ela diminuiu tanto que até sumiu

Espantou lágrimas de dor com lembranças
A saudade ajudou, ela fechou os olhos, sorriu involuntariamente e viu..
Toda uma vida, sentiu uma pequena parte de um sentimento que só cresce.
Deixou fluir e concentrou em si, mais alegria.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mais que qualquer coisa

Difícil de explicar o que eu sinto por você, é algo que não tem como mensurar, não há a que comparar, não tem exemplos já dados na natureza.

Talvez seja tão lindo quanto o nascer do sol e tão brilhante quanto o reflexo da lua no mar.
Talvez tão encantador quanto o canto das sereias.
Talvez tão gracioso quanto as flores se abrindo.

Mas é só talvez, porque o que eu sinto e penso é mais do que qualquer coisa já dita, ou sentida.
São mais cores, são mais palpitações, são mais brigas e mais reconciliações -o que faz as brigas valerem a pena.
É mais alegria, é mais dor, é quase um mundo de medo intensificado e quase um universo de sensações.
É mais que o meu peito pode aguentar e é tudo o que eu não quero abrir mão.

domingo, 5 de junho de 2011

Abstrato e intrínseco..

O amor.. às vezes ele me parece algo tão abstrato, tão inalcansável.
Fico me perguntando se foi amor o que eu senti aí, se é mesmo amor o que eu estou sentindo agora. Meu coração pulsar? Meu corpo tremer? Minha respiração falhar? Eu não saber o que dizer? Talvez sejam fraquezas, ápices emotivos apenas.
Porque as definições que vemos sobre amor são muito mais complexas e ao mesmo tempo, simples do que se pode imaginar.

É um querer sem fim, é a coragem de se jogar na frente de um bonde, é a força inesgotável de lutar, são as lágrimas que insistem em cair e um coração que jamais decreta derrota. É aquilo que não morre, que não se deixa virar passado e blablabla. Amor não é algo que se conquista é algo que acontece e nunca mais se esvai, ele permanece latente, insistente. Fazendo parte de um ser, tomando posse de um coração que às vezes até tentou resistir, achava que não era a hora certa, que não estava "preparado" para amar, ou tinha muito medo daquelas dores irremediáveis que todo amor nos força a sentir.

Estando preparado ou não, o amor entra sem pedir licença. Ele chega e faz morada mesmo, bagunça tudo o que até então estava "organizado", desfaz os planos, troca os desejos e traz consigo uma sensibilidade voraz!
Ao mesmo tempo que ele causa todos esses "estragos", ele faz uma espécie de concessão de bens. Bem sentimentais claro.
Imagine o melhor momento que já viveu. Eu aposto que se ele não foi com um "par", poderia ter sido melhor se tivesse um. Porque é isso o que o amor tem poder de fazer, ele torna momentos já muito bons, melhores ainda, e ainda faz o favor de eternizá-los. Uma espécie de moldura se cria naquele instante, e sempre que você lembrar dele, vários detalhes vêm junto, como um som, um perfume, a sensação de um toque.

Sinto tudo isso, e ainda me pergunto se é amor. A parte simples pode ser descrita, mas e a complexa? Esta jamais será entendida. Isso é um dos trunfos do amor para que ele não se torne clichê. Ele jamais será igual ou previsível, cada coração sente de maneira diferente, e cada olhar manda sua mensagem com um cristal diferente.

sábado, 4 de junho de 2011

Desejos


Desejo de sonhos, de gostar e gozar alegrias sem causas.
Desejo os versos e as prosas.
As músicas e só as melodias.
Desejo desejar, desejo querer vontades, mais espiritualidade, mais descontração, mais emoção.
Posso nem ter espaço para abrigar em mim tantos desejos, e por isso desejo também tempo e espaço.
Tempo para ajeitar meus desejos. Será que preciso mesmo de todos eles?
E espaço para abrigar a todos estes que julgo necessários.
Validando cada um deles, desejo um outro tipo de tempo e um punhado de atenção, para que eu dê a mim mesma o que eu quero de mim.
Acima de tudo eu desejo de mim, para eu mesma: PAZ. De pensamento, de sentimento. AUSÊNCIA. De preocupações.
Quero os pés na terra úmida, quero o vestido molhado de chuva, quero a boca de sabores e os olhos de alegrias.

Peço demais?