segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mais que qualquer coisa

Difícil de explicar o que eu sinto por você, é algo que não tem como mensurar, não há a que comparar, não tem exemplos já dados na natureza.

Talvez seja tão lindo quanto o nascer do sol e tão brilhante quanto o reflexo da lua no mar.
Talvez tão encantador quanto o canto das sereias.
Talvez tão gracioso quanto as flores se abrindo.

Mas é só talvez, porque o que eu sinto e penso é mais do que qualquer coisa já dita, ou sentida.
São mais cores, são mais palpitações, são mais brigas e mais reconciliações -o que faz as brigas valerem a pena.
É mais alegria, é mais dor, é quase um mundo de medo intensificado e quase um universo de sensações.
É mais que o meu peito pode aguentar e é tudo o que eu não quero abrir mão.

domingo, 5 de junho de 2011

Abstrato e intrínseco..

O amor.. às vezes ele me parece algo tão abstrato, tão inalcansável.
Fico me perguntando se foi amor o que eu senti aí, se é mesmo amor o que eu estou sentindo agora. Meu coração pulsar? Meu corpo tremer? Minha respiração falhar? Eu não saber o que dizer? Talvez sejam fraquezas, ápices emotivos apenas.
Porque as definições que vemos sobre amor são muito mais complexas e ao mesmo tempo, simples do que se pode imaginar.

É um querer sem fim, é a coragem de se jogar na frente de um bonde, é a força inesgotável de lutar, são as lágrimas que insistem em cair e um coração que jamais decreta derrota. É aquilo que não morre, que não se deixa virar passado e blablabla. Amor não é algo que se conquista é algo que acontece e nunca mais se esvai, ele permanece latente, insistente. Fazendo parte de um ser, tomando posse de um coração que às vezes até tentou resistir, achava que não era a hora certa, que não estava "preparado" para amar, ou tinha muito medo daquelas dores irremediáveis que todo amor nos força a sentir.

Estando preparado ou não, o amor entra sem pedir licença. Ele chega e faz morada mesmo, bagunça tudo o que até então estava "organizado", desfaz os planos, troca os desejos e traz consigo uma sensibilidade voraz!
Ao mesmo tempo que ele causa todos esses "estragos", ele faz uma espécie de concessão de bens. Bem sentimentais claro.
Imagine o melhor momento que já viveu. Eu aposto que se ele não foi com um "par", poderia ter sido melhor se tivesse um. Porque é isso o que o amor tem poder de fazer, ele torna momentos já muito bons, melhores ainda, e ainda faz o favor de eternizá-los. Uma espécie de moldura se cria naquele instante, e sempre que você lembrar dele, vários detalhes vêm junto, como um som, um perfume, a sensação de um toque.

Sinto tudo isso, e ainda me pergunto se é amor. A parte simples pode ser descrita, mas e a complexa? Esta jamais será entendida. Isso é um dos trunfos do amor para que ele não se torne clichê. Ele jamais será igual ou previsível, cada coração sente de maneira diferente, e cada olhar manda sua mensagem com um cristal diferente.

sábado, 4 de junho de 2011

Desejos


Desejo de sonhos, de gostar e gozar alegrias sem causas.
Desejo os versos e as prosas.
As músicas e só as melodias.
Desejo desejar, desejo querer vontades, mais espiritualidade, mais descontração, mais emoção.
Posso nem ter espaço para abrigar em mim tantos desejos, e por isso desejo também tempo e espaço.
Tempo para ajeitar meus desejos. Será que preciso mesmo de todos eles?
E espaço para abrigar a todos estes que julgo necessários.
Validando cada um deles, desejo um outro tipo de tempo e um punhado de atenção, para que eu dê a mim mesma o que eu quero de mim.
Acima de tudo eu desejo de mim, para eu mesma: PAZ. De pensamento, de sentimento. AUSÊNCIA. De preocupações.
Quero os pés na terra úmida, quero o vestido molhado de chuva, quero a boca de sabores e os olhos de alegrias.

Peço demais?

sábado, 14 de maio de 2011

Reticências


Ultimamente falar da minha vida perdeu um pouco da graça. Ou eu perdi a dosagem da graciosidade..
Tudo se clicherizou.
Tipo, minha chefe está grávida (essa é a parte não clichê), eu apelidei seu feto (por enquanto assexuado) de ameixinha, estou de novo, mais uma vez, novamente, single lady (decidida). Não, não estou sofrendo, e isso até me assusta um pouco.
Estou preocupadinha com uns amigos aí, feliz, muito feliz por outros. Estou cheia das decisões, das vontades, dos sonhos de novo, e isso é ótimo! E melhor ainda é saber que isso está vindo de mim, não estou tirando isso de ninguém, de nenhuma força que não me pertence.
Coisinhas andaram me magoando, mas eu decidi abstraí porque afinal de contas, o que tiver que acontecer, vai acontecer da melhor forma possível, no melhor momento.
Estou ansiosa com a vida, e talvez não seja tão bom. Apressando a ampulheta, de repente posso acordar e ver que passou tempo demais e não soube como aproveitar.
Mas vou vivendo. Com minha pressa, meus medos, minhas vontades e meus sonhos.
Vou aprendendo. Com os meus amigos, com os meus.. nem tão amigos, com os meus afetos e desalinhos.
Vou ansiando. Por cada vez mais sonhos, vontades, amigos de verdade e aquilo que todos querem, mas nem todos correm atrás.

Não poderia deixar de contar claaaaaro! Que uma "amiguinha" de trabalho deixou seu filhote chutar na minha mão! (ela está grávida de seis meses). Coisa mais fofa do mundo, quando eu estiver grávida, vou ser a pessoa mais mongolóide da face da terra. Se é que há como ser mais.