segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Desisti por hoje
Por hoje eu desisti, talvez tenha desistido pelos próximos dias também.
Deixar de lado essas coisas que me tiram a calma (aquela que eu já não tenho muito), aquelas que fazem meu coração desacelerar, porque na verdade eu prefiro emoções a flor da pele, eu prefiro a quase morte, à vida inerte.
Hoje eu desisti de ser chata, desisti de tentar. Hoje eu quero distancia da perfeição, quero o mais irregular para mim, aquilo que menos me traga preocupação. Porque sinceramente, hoje minha cabeça está mais alta que aquele prédio que derrubaram lá nos Estados Unidos, lá naquela ilha.
Eu tenho plena consciência de que essa coisa de esquentar os neurônios com tudo não leva ninguém a lugar algum, mas é que os meus agem por si, é como se eles tivessem vida própria, e quando me dou conta, lá estou eu, andando e círculos, com a maquiagem borrada e os pensamentos embaralhados.
Às vezes penso que só preciso de alguém que me ponha em linha reta e me ajude a organizar todas essas milhares de ideias que voam de lado a lado dentro da minha mente, elas me causam verdadeiras torturas. Penso que só preciso de alguém que me mostre quão simples as coisas são, e quão fáceis as decisões se tornam quando vistas com clareza.
Mas hoje, hoje eu não quero nada. Por hoje eu desisti.
Letra
Eu fiz uma canção, e esta foi a minha canção para ti.
Ela falava de amor, felicidade e coisas bonitas e alegres, como você.
Na minha canção eu dizia o quanto te fazia bem dizer a palavra "felicidade", e o quanto o céu escurecia quando você parava de sorrir. Também falava do seu cabelo ao acordar, e da maneira como abria os olhos (ou tentava) ao sentir o sol te aquecendo.
A minha canção era quase como um áudio-retrato seu. Eu descrevia o seu olhar de raiva, de ternura, e de dor. Ria sozinho ao cantar sobre a sua risada, que tem mania de ser crescente, cantei também o modo sedutor e despretensioso que tens de dançar, e a maneira desastrada que tens de andar.
Na minha canção o que não podia faltar era você. As palavras, a rima, ou até mesmo a melodia poderiam ser altamente deixadas de lado se tivesse você na minha música. Porque a música é a minha vida, e a minha vida é você.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Descanso à meia luz
Quer saber.. Tirando todo o trovadorismo, toda essa boiolagem de poeminhas, eu tô mesmo com saudadinha da inutilidade que promovia a mim mesma. Porque ser fiscal da natureza é bem bacana quando se trabalha bastante e se tem miopia (desenvolvida pelo trabalho).
Tenho fugido de brilhos! brilho do visor do meu celular: 40% , meu (por poucos dias) computador pré-histórico: 52. Até as planilhas que faço no trabalho são com as cores mais foscas possíveis. Brilho labial? Tô fora! Já gostava de um escurinho, TV com luz apagada, ler livro à meia luz (fala sério, sou sexy lendo!!). Se eu pudesse, eu andaria de óculos escuros a noite, mas acho que não seria uma boa ideia.
Também acho que seria bem legal ficar em casa por uns dias ouvindo o som do silêncio, que para mim é o barulho do ar condicionado. Escrevendo coisas que jamais vou publicar, inventando histórias que só eu posso ouvir, desenhando formas que só eu seria capaz de entender, e tirando algumas fotos que só vão se amontoar.
O nada é relaxante, pode até ser tedioso, mas é desestressante. E eu tenho talento pra me desestressar, porque afinal, eu me estresso com muita facilidade, e consequentemente, em algum momento eu volto ao meu normal, sem perceber (embora ache às vezes que o meu normal é ser estouradinha mesmo).
Já sei, tive uma ideia fabulosa! Vou pedir minhas férias! Quem sabe até 2013 eu não consigo tirá-las? hehe
Tenho fugido de brilhos! brilho do visor do meu celular: 40% , meu (por poucos dias) computador pré-histórico: 52. Até as planilhas que faço no trabalho são com as cores mais foscas possíveis. Brilho labial? Tô fora! Já gostava de um escurinho, TV com luz apagada, ler livro à meia luz (fala sério, sou sexy lendo!!). Se eu pudesse, eu andaria de óculos escuros a noite, mas acho que não seria uma boa ideia.
Também acho que seria bem legal ficar em casa por uns dias ouvindo o som do silêncio, que para mim é o barulho do ar condicionado. Escrevendo coisas que jamais vou publicar, inventando histórias que só eu posso ouvir, desenhando formas que só eu seria capaz de entender, e tirando algumas fotos que só vão se amontoar.
O nada é relaxante, pode até ser tedioso, mas é desestressante. E eu tenho talento pra me desestressar, porque afinal, eu me estresso com muita facilidade, e consequentemente, em algum momento eu volto ao meu normal, sem perceber (embora ache às vezes que o meu normal é ser estouradinha mesmo).
Já sei, tive uma ideia fabulosa! Vou pedir minhas férias! Quem sabe até 2013 eu não consigo tirá-las? hehe
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
São taaaantas emoções
Esse é um daqueles momentos onde eu paro pra tentar organizar todos os meus pensamentos absurdos, sem muito sucesso, eles continuam sendo absurdos, continuam sendo muitos, e eu continuo confusa.
Hoje meu maior desejo é pousar os pés na areia úmida de uma praia, linda e deserta. Eu, e só eu. Ainda que eu não abrisse a boca nem para bocejar, que só piscasse quando meus olhos ardessem, que meus cabelos, rebeldes, voassem intransigentes.. Eu só queria a paz de estar com Deus, sabendo que Ele está cuidando dos meus passos, acalmando meu coração desesperado, confuso, sofrido.
Hoje muito mais que qualquer dia, eu queria esquecer de tudo, deitar, fechar os olhos e enxergar as possibilidades. Só por hoje, queria não querer nada, ter a mente limpa e principalmente os olhos. Ouvir o som do silêncio, porque em alguns momentos o que eu mais desejo é o sossego, é o desapego, é o andar sem rumo, é a medida sem prumo..
Eu não quero a perfeição, tudo o que é perfeito cansa, e a imperfeição se reinventa, como as ondas, que quebram em minha cabeça, mas nem por isso deixam de ser lindas, deixam de me lavar a alma..
Assinar:
Postagens (Atom)



