domingo, 12 de junho de 2011
Ela espera
Espera demais e reconhece isso, talvez ela tenha medo do tempo correr e causar algum acidente, quer fazê-lo andar mais devagar, a dor da saudade é uma conta a se pagar, bem mais barata do que o erro da precipitação.
Na contramão da prudência sentimental, vem voando na velocidade da luz aquele receio chato de "não vai dar certo". Tudo parece não querer dar certo e ela vai se predendo cada vez mais. De repente aquilo que todo mundo insiste em dizer, começa a fazer sentido.
Ela muda seus pensamentos, arranja planos e amigos novos, tudo para que quando chegar a hora ela tenha pra onde correr, além dos braços responsáveis pelo melhor abraço do mundo.
São tantos medos e receios que ela teme estar perdendo sua essência. Cada vez mais egoísta, cria em torno de si uma espécie de campo de proteção ultra-nocivo. Afasta toda e qualquer vida que queira lhe fazer bem, sem perceber. É uma mania feia de querer provas de afeto de todos os lados. Duvida da sua capacidade de convivência e odeia ser a coitadinha. Cala sentimentos, esconde emoções, espera que advinhem o que ela quer. Ela não sabe como pôr em palavras o que mais lhe aflinge. Enumera seus medos e não encontra meios de exorcizá-los.
Sente uma angústia que prende sua respiração, um grito mudo, choro contido, lágrimas secas que não lhes lavam a alma.
Quer correr, mas não sabe pra onde, ele está longe demais e é o único que pode salvá-la.
Só ele sabe como estampar um sorriso sincero em seu rosto, só ele a entende sem que ela precise explicar nada. Só ele pode protegê-la de si mesmo.
E ao mesmo tempo é o único que a coloca nesse mundo de incertezas.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Estado Permanente
Acordou cantando.
Saiu de casa irradiando felicidade
Mostrou para todos como se vive uma vida
Não sonhou, nem desejou. Fez o que queria
Conseguiu contagiar, encantou o encantador
Sorriu para a tristeza e ela diminuiu tanto que até sumiu
Espantou lágrimas de dor com lembranças
A saudade ajudou, ela fechou os olhos, sorriu involuntariamente e viu..
Toda uma vida, sentiu uma pequena parte de um sentimento que só cresce.
Deixou fluir e concentrou em si, mais alegria.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Mais que qualquer coisa
Difícil de explicar o que eu sinto por você, é algo que não tem como mensurar, não há a que comparar, não tem exemplos já dados na natureza.
Talvez seja tão lindo quanto o nascer do sol e tão brilhante quanto o reflexo da lua no mar.
Talvez tão encantador quanto o canto das sereias.
Talvez tão gracioso quanto as flores se abrindo.
Mas é só talvez, porque o que eu sinto e penso é mais do que qualquer coisa já dita, ou sentida.
São mais cores, são mais palpitações, são mais brigas e mais reconciliações -o que faz as brigas valerem a pena.
É mais alegria, é mais dor, é quase um mundo de medo intensificado e quase um universo de sensações.
É mais que o meu peito pode aguentar e é tudo o que eu não quero abrir mão.
domingo, 5 de junho de 2011
Abstrato e intrínseco..
O amor.. às vezes ele me parece algo tão abstrato, tão inalcansável.
Fico me perguntando se foi amor o que eu senti aí, se é mesmo amor o que eu estou sentindo agora. Meu coração pulsar? Meu corpo tremer? Minha respiração falhar? Eu não saber o que dizer? Talvez sejam fraquezas, ápices emotivos apenas.
Porque as definições que vemos sobre amor são muito mais complexas e ao mesmo tempo, simples do que se pode imaginar.
É um querer sem fim, é a coragem de se jogar na frente de um bonde, é a força inesgotável de lutar, são as lágrimas que insistem em cair e um coração que jamais decreta derrota. É aquilo que não morre, que não se deixa virar passado e blablabla. Amor não é algo que se conquista é algo que acontece e nunca mais se esvai, ele permanece latente, insistente. Fazendo parte de um ser, tomando posse de um coração que às vezes até tentou resistir, achava que não era a hora certa, que não estava "preparado" para amar, ou tinha muito medo daquelas dores irremediáveis que todo amor nos força a sentir.
Estando preparado ou não, o amor entra sem pedir licença. Ele chega e faz morada mesmo, bagunça tudo o que até então estava "organizado", desfaz os planos, troca os desejos e traz consigo uma sensibilidade voraz!
Ao mesmo tempo que ele causa todos esses "estragos", ele faz uma espécie de concessão de bens. Bem sentimentais claro.
Imagine o melhor momento que já viveu. Eu aposto que se ele não foi com um "par", poderia ter sido melhor se tivesse um. Porque é isso o que o amor tem poder de fazer, ele torna momentos já muito bons, melhores ainda, e ainda faz o favor de eternizá-los. Uma espécie de moldura se cria naquele instante, e sempre que você lembrar dele, vários detalhes vêm junto, como um som, um perfume, a sensação de um toque.
Sinto tudo isso, e ainda me pergunto se é amor. A parte simples pode ser descrita, mas e a complexa? Esta jamais será entendida. Isso é um dos trunfos do amor para que ele não se torne clichê. Ele jamais será igual ou previsível, cada coração sente de maneira diferente, e cada olhar manda sua mensagem com um cristal diferente.
Fico me perguntando se foi amor o que eu senti aí, se é mesmo amor o que eu estou sentindo agora. Meu coração pulsar? Meu corpo tremer? Minha respiração falhar? Eu não saber o que dizer? Talvez sejam fraquezas, ápices emotivos apenas.
Porque as definições que vemos sobre amor são muito mais complexas e ao mesmo tempo, simples do que se pode imaginar.
É um querer sem fim, é a coragem de se jogar na frente de um bonde, é a força inesgotável de lutar, são as lágrimas que insistem em cair e um coração que jamais decreta derrota. É aquilo que não morre, que não se deixa virar passado e blablabla. Amor não é algo que se conquista é algo que acontece e nunca mais se esvai, ele permanece latente, insistente. Fazendo parte de um ser, tomando posse de um coração que às vezes até tentou resistir, achava que não era a hora certa, que não estava "preparado" para amar, ou tinha muito medo daquelas dores irremediáveis que todo amor nos força a sentir.
Estando preparado ou não, o amor entra sem pedir licença. Ele chega e faz morada mesmo, bagunça tudo o que até então estava "organizado", desfaz os planos, troca os desejos e traz consigo uma sensibilidade voraz!
Ao mesmo tempo que ele causa todos esses "estragos", ele faz uma espécie de concessão de bens. Bem sentimentais claro.
Imagine o melhor momento que já viveu. Eu aposto que se ele não foi com um "par", poderia ter sido melhor se tivesse um. Porque é isso o que o amor tem poder de fazer, ele torna momentos já muito bons, melhores ainda, e ainda faz o favor de eternizá-los. Uma espécie de moldura se cria naquele instante, e sempre que você lembrar dele, vários detalhes vêm junto, como um som, um perfume, a sensação de um toque.
Sinto tudo isso, e ainda me pergunto se é amor. A parte simples pode ser descrita, mas e a complexa? Esta jamais será entendida. Isso é um dos trunfos do amor para que ele não se torne clichê. Ele jamais será igual ou previsível, cada coração sente de maneira diferente, e cada olhar manda sua mensagem com um cristal diferente.
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