
terça-feira, 15 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011

"A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira. Forçar classificações raciais é um mau caminho. A Fundação Ford é a grande promotora de ação afirmativa ( tem como objetivo combater as desigualdades sociais resultantes de processos de discriminação negativa, dirigida a setores vulneráveis e desprivilegiados da sociedade) por partir da premissa errada de que a realidade desfavorável aos negros é fruto da discriminação. Ninguém desconhece que houve. Mas nem tudo é fruto da discriminação. O fato de que apenas 30% das crianças negras moram em casas com um pai e uma mãe é um problema, mas não resulta da discriminação. A diferença acadêmica entre negros e brancos é dramática, mas não vem da discriminação. O baixo número de químicos, físicos ou estatísticos negros nos Estados Unidos não resulta da discriminação, mas da má formação acadêmica, que, por sua vez, também não é produto da discriminação racial."
Walter Williams
Lendo isto pude tirar várias conclusões, uma eu sempre tive: Cotas raciais é bobagem! A desigualdade existe, só não enxerga quem não quer (e olhe lá), mas não se baseia apenas nas raças, ela é muito mais social do que possamos imaginar e o único caminho pra que isso seja atenuado é mesmo a educação. Coisa na qual se investe muito pouco. Os governos estão muito mais preocupados em dar esmolas (ou você acha que isso de bolsa escola, bolsa família e etc não é esmola?!) ao povo do que criar oportunidades para que de fato a população torne-se mais independente e digna. Claro, não vamos dizer que não precisa, infelizmente é um mal necessário, os brasileiros são acomodados a ponto de fazer mais filhos só pra ter direito a mais uma miséria de "auxilio", como se tal fosse dar uma condição de alimentação/educação/saúde digna.
Aliás, dignidade é algo que muito nos falta! Mas é isso aê, viva ao salário mínimo vergonhoso dos proletários e viva supreeeeemo ao modo de vida dos grandes ladrões deste país, nós os colocamos lá. Por favor, vamos aplaudir o espetáculo que ajudamos a construir.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Umas doses e alegria

Eu acordei e mais uma vez não é você ao meu lado.
Sentei-me à beira da cama e refiz em pensamento os meus passos da noite anterior.
Depois do banho, vesti o vestido que você odiava só porque todos mexiam comigo, exagerei na maquiagem só porque você sempre disse que não precisava, pintei minhas unhas com o esmalte mais vulgar que ganhei da sua irmã, pus aquele salto ridículo que você me deu de presente.
No meu coração eu fiz questão de guardar só as coisas ruins, só os seus defeitos. Quem sabe assim eu não sofra menos, não sinta menos a sua falta. Depois de tomar a minha dose diária de ódio por você, acendi um cigarro, ajeitei meu decote e saí. Sem rumo, sem vontade, sem amor, nem mesmo por mim. Entrei no primeiro bar que avistei e sentei-me. Não precisei esperar muito tempo já apareceu uma bebida flutuante. Era a bebida em troca de uma conversa amistosa, achei justo.
Depois de muitas doses eu já não sabia exatamente o que me moveu até lá, se foi o ódio, ou se foi a dor, mas qualquer um desses já não tinha efeito sobre mim. Estava anestesiada. Consegui pensar em você sem sentir nada e era esse o meu objetivo. Posso dizer que estava até "alegre".
Me levaram pra casa, não lembro do seu rosto, não lembro do seu nome e naqueles momentos nem lembrei de você.
terça-feira, 1 de março de 2011
Lembrança
Durante a rotina frenética, um ponto em mim se iluminou
eu lembrei de você,
houve uma pausa,
assim, um sorriso bobo se estampou no meu rosto
É incrível como o amor nos torna patéticos
É mágica essa poesia que se chama amor.
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