sábado, 23 de abril de 2011

Cantarolando dor


Ando por aí perdida, embora achada
Arrependida, embora tenha certeza
Desiludida, embora haja esperança em mim

Ando por aí esbanjando alegrias, sorrisos e motivos
Espalhando vida a quem não sabe viver
Aprendi com você como fazer
A lágrima com um sorriso esconder

Me espelhei na sua mentira orgulhosa
Olha o que me tornei
Agora vivo a cantarolar a dor

sexta-feira, 25 de março de 2011

Anseio


A manhã pareceu meio nebulosa, uma espécie de nuvem de duvida, medo e anseio pelo desconhecido.
Ela que sempre pensou demais, temeu demais e fez de menos percebeu que isso não a levaria a lugar nenhum.

Ela olhou o céu e os seus olhos brilharam, a manhã que até então era nebulosa e cinzenta ganhou cores e vida. Ela quer sentir tudo isso, toda essa esperança, esses borbulhinhos no estômago.

Ela não vai mais voltar atrás, ela não vai se arrepender, ela sabe do que é capaz (lá no fundo, bem fundo, sabe). Ela só quer ser feliz e se encontrar. Parar de andar em círculos e nunca sair do mesmo lugar, continuar sempre estagnada pelo medo do que o desconhecido pode lhe trazer. Ela cansou de esquecer que às vezes o desconhecido pode ser legal, ele pode ser empolgante e lhe dá aquilo que ela há tanto procura.

Esperança, somada a um pouco de esforço precede vitória.

"Não tenho dormido ultimamente...


... Ficando acordada relembrando de como fui embora! Quando seu aniversário passou e eu não liguei, eu penso no verão, todas as horas bonitas. Eu assistia você rindo do lado do passageiro e eu percebi que amava você no outono. Depois veio o frio, com os dias escuros, quando o medo se arrastou na minha mente. Você me deu todo o seu amor, e tudo o que eu lhe dei foi um adeus."

quarta-feira, 16 de março de 2011

Nunca deixe de amar




Eu sempre fui movida a amor e a muito sentimentalismo, minha prima já disse que o superlativo de piegas era Julianne. Achei justo. Mas eu fui mudando um pouco conforme fui tropeçando em pedras. Hoje não sou mais tãão sentimentalista assim, mas continuo muito frágil e romântica, é a minha essência e essências não mudam. Eu não queria ser assim, eu queria continuar acreditando em contos de fadas, príncipes encantados e tals, mas não dá. Há um limite, estou procurando por ele, sei que ele está por aqui em algum canto.
Algumas pessoas depois que passam por alguma decepção mudam totalmente seu modo de ver as belezas mais singelas, algo tão simples perde todo o seu encanto. Mas isso é por fora porque elas têm medo, muito medo e olha que de medos eu entendo.
Normal não querer viver as mágoas de novo, mas faz parte. É bobagem se privar de momentos e sentimentos tão bons porque alguma coisa em alguma época remota não teve o fim que imaginaram. Tudo tem um fim, não é o que dizem? Tem que se perceber que cada caso é diferente, as pessoas diferem umas das outras, não é porque uma pessoa te fez mal que todas aquelas que entrarem na sua vida vai fazer o mesmo. Algumas vêm pra somar, pra acrescentar, pra mudar alguma coisinha que pode ser melhorada (não que deva).
Eu vivi coisinhas interessantes e tive aquilo que me marcou, parte de mim vai carregar tal marca como uma tatuagem, só que ela não vai se desbotar. Não devemos alimentar o ódio, o descaso, a indiferença afinal aquilo tudo era nosso, tão nosso que fazia parte de nós, fazíamos planos e olhávamos as estrelas.
Pode e deve ser assim, não por mais uns dias, não até a próxima vez que quebrar o coração em milhões de pedaços, mas para sempre.
A vida é movida por amor. À família, aos amigos, ao trabalho, à natureza, à vida!
Tudo é amor e por amor, e mesmo quando não se pensa que há amor, ele está mais estampado do que se pode perceber.
O amor abre portas, as mais belas e maciças portas, ele fecha os olhos, mas apura os sentidos, dá significados àquilo que até então não tinha a menor coerência, ele amadurece, enobrece, inspira. O amor tem até o poder da cura.
Sendo ele tão bom, porque fechar-se? Deixar ele agir na alma é a melhor (se não a única) forma de ser plenamente feliz.